Fresca? Não! Bem criada.

Saúde

01
set

Taxa de alumínio alta: Perigo!!

 Saúde! Há uns meses atrás eu resolvi retomar o tratamento ortomolecular que tanto (sempre) me fez bem, mas que, em razão da mudança para BSB e pela falta de tempo, acabei não dando seguimento. Mas enfim, voltei. Para isso procurei e descobri um ótima clínica ortomolecular aqui em Brasília com acompanhamento nutricional em paralelo. Para retomada do tratamento me pediram um ZIBILHÃO de exames, como de costume, o que me resultou em algumas dezenas de tubinhos de sangue “doados” para o laboratório. Em geral tá tudo ok, mas sempre precisamos de alguns ajustes aqui e acolá e, desta vez, não foi diferente.

Mas qual não foi a minha surpresa (e do médico!) (e da nutricionista!) quando verificaram que minha taxa de alumínio no sangue estava alta. Gente do céu, quase caí dura. Tipo, nem sabia se isso era bom ou ruim, se era grave ou não, mas fiquei pálida com o espanto deles. E o 6º sentido não falhou! Realmente aquilo não era bom. E eu nem sonhava que algo desse tipo poderia estar “desregulado” em mim. E… ”Dotôoooo, o que eu faço, por que ficou assim, como procedo daqui pra frente???” 
Pois então, o alumínio é considerado hoje altamente tóxico e deve ser evitado de todo modo. Ele é encontrado, às vezes em abundância, em alguns alimentos, como conservas de picles e fermentos, em panelas, caixas de leite aluminizadas, comida congelada em marmitas (quentinhas) e outros recipientes, remédios (como os antiácidos), hidratantes e os desodorantes antitranspirantes. Nestes últimos, verifiquem a descrição nas embalagens. As pesquisas frequentemente mostram valores aumentados (20 a 40 ppm, quando o normal é apenas 1 ppm) devido ao seu amplo uso no mundo de hoje. Diversas doenças são associadas às taxas muito elevadas de alumínio no organismo, especialmente aquelas doenças cerebrais como o Mal de Parkinson, o Mal de Alzheimer, escleroses, demências, além de doenças ósseas, obesidade e até o câncer, especialmente o de mama.

Sei que posts gigantes grandes são altamente entediantes e soníferos. Mas me perdoem desta vez. É que acho que, como eu, muita gente pode não ter nem ideia do assunto. E, se dentre as pessoas que leem o Anita bem criada eu puder ajudar pelo menos uma delas a se conscientizar, pra mim já terá valido muito.

Então fiquem bastante atentos a isso. Se puderem, troquem suas panelas de alumínio pelas de aço inox, vidro, o que for, mas desde que não tenha contato do alumínio direto no alimento. Não usem papel alumínio, evitem alimentos e medicamentos com o metal e fujam dos cosméticos aluminizados. Esses últimos são bem difíceis, mas se procurar, vocês acham. Foi uma luta para achar desodorantes sem alumínio. Uma LU-TA mesmo! Mas achei um blog, o Green Gloss, que me clareou bem as ideias e que cito aqui para concluir o post-utilidade pública.

“Depois de pesquisas em farmácia, supermercado, internet e marcas com a pegada eco-friendly, descobri algumas opções de desodorantes livres de alumínio. Alguns não continham esta substância mas tinham triclosan na sua fórmula, um ingrediente usado como antibactericida que tem propriedades irritantes e tóxicas que podem causar problema no sistema imunológico, diminuir a fertilidade e causar problemas na gestação. Ela é proibida no Canadá e no Japão. Enfim, mas estes eu também descartei da lista abaixo. “Para quem gosta, o talco desodorante da Banho a Banho é uma ótima opção. Ainda à venda em mercado ou drogaria, o Nivea Spray Fresh Natural, o Nivea Spray Energy Fresh e o Rastro Spray Neutro (não são aerosol) também não têm nenhum ingrediente tóxico. Estes custam de R$ 2,50 a R$ 3. A Adidas tem 5 desodorantes sem alumínio e triclosan: Fair Play, Ice Dive, Victory League, Pure Lightness e Fruity Rhythm. Os três primeiros são masculinos e os dois outros são femininos. Eles custam de R$ 11 a R$ 15. Já marcas mais voltadas para produtos naturais e orgânicos também têm desodorantes sem estes ingredientes, mas por um preço bem mais salgado. A Weleda tem um desodorante de rosa e outro de sálvia que sai R$ 30 cada frasco de 118 ml. Já a L’Occitanne tem o desodorante Eau des Baux que não contém álcool nem alumínio na sua fórmula. Apesar de ser para homem, o cheiro amadeirado é gostoso para mulheres também. Mas o preço é mais salgado: R$ 68 (75 gr).” Bom gente, acho que é isso. Desculpem mais uma vez o tamanho do texto, mas nesse caso foi realmente necessário. Fiquem alertas! Há coisas na nossa saúde que não temos como evitar, mas há TANTAS outras que só dependem de nós. E esta é uma delas!

 

01
dez

Leitinho? Nononononnn (Intolerância à lactose)


Oi Gente!! Como vocês sabem, a blogueira que vos fala, diferente de muuuuuuitas por aí que vivem num mundinho cor-de-rosa, é gente como vocês.. hehe. Por mais que esse blog a todo instante só venha a elevar minha autoestima com tanto carinho, tantos elogios, tantas participações, interações (será que mereço tudo isso?), fato é que tenho minhas ziqueziras, meus problemas, minhas tristezas e meus defeitinhos. Aliás, vocês já devem ter visto por aqui que sooofro com as olheiras (falo que viram, porque tenho prigui de mascará-las, na maioria das vezes em que apareço..rs). Isso sem falar nos pés “lindos” de sempre-bailarina (dá pra imaginar, né), nas mãos com unhitas roídas (horrível isso, né.. mas AGORA acho que parei de vez), no perfeccionismo (que apesar de ter me trazido muita coisa boa, também me atrapalha mooooooito), nos pitacos que às vezes não deviam ter sido dados, enfim, se for elencar aqui meus “poréns”, vai faltar espaço.Porém, tem algo específico que acho muito importante falar, pois acredito que seja tema de utilidade pública. Especialmente se considerarmos que 1/4 da população sofre desse mal sem nem saber. Ehhhh, estou falando da intolerância à lactose.Pois é gente, desde pequetita sofria com problemas dessa natureza e nunca soube do que se tratava. Até que, farta de passar por tantos males, decidi procurar um gastro aqui em BSB (um ÓTEMO médico, por sinal) em janeiro desse ano e, depois de muitas pesquisas, descobri que nasci com esse “defeitinho”..rs.Minha mãe dizia que eu sofria muito ao amamentar. Chorava, chorava e ela, tadinha, achando que estava ajudando, me dava mais leite e eu choraaaaaava, e choraaaava ainda mais. Lembro como se fosse hoje também de, com 4, 5 anos, indo para a escola, depois de ter tomado aquele copão de leite, e ir literalmente chorando pra escolinha de tanto passar mal e a única coisa que conseguia dizer para a mamãe era: “mamãe, tô cheia”. E ela, pobrezinha, desorientava-se.E assim fui crescendo e convivendo com esses sintomas que eles chamam de “emapachamento”. Ou seja, vivia com o abdômem dilatado, dolorido, com extremos gástricos. Em alguns momentos da vida parecia que os sintomas estavam mais amenos e, em outros, porém, bem mais fortes. E foi o que ocorreu nos últimos meses, tendo feito com que eu realmente viesse a investigar a fundo as causas desse mal.Fui ao médico e, dentre vários outros exames, ele me pediu o tal da intolerância à lactose. No dia, fui ao laboratório e a enfermeira, no momento do exame, disse: “olha, se você tiver realmente a intolerância é possível que você se sinta um pouco mal”. Iniciado o exame que consiste (pelo menos esse que eu fiz), em tomar um copo com um líquido branco, que seria a lactose pura, a enfermeira vinha tirar meu sangue de 15 em 15 min, por cerca de 1:30min. Acabei o exame sem sentir nada e saí de lá até tranquila, pensando, nossa, acho que não tenho esse negócio aí não.Genteeeeeeeeee, foi a conta de chegar em casa e passar MOOOOOOOOITO mal. Mas MOOOOOOOOITO mal mesmo. Acreditem em mim, pois não quero descrever.Resumindo, peguei o resultado, fui ao médico e, confirmado: a mocinha aqui não só tem intolerância à lactose, como a tem em grau bastante elevado. Afeeeeeeeeee.Vocês conseguem imaginar o quão difícil é a vida sem leite? O leite em si, tudo bem, já não tomo desde muito tempo, pois sem saber que tinha o problema, já tinha certeza de que, pelo menos o leite não me fazia bem. Mas, agora, imaginem toooooodo o resto: chocolates em geral, brigadeiro, leite condensado, creme de leite, sorvete, tortas doces, tortas salgadas, bolos, rosquinhas, molhos, manteigas, iogurtes, queijos, risotos, pizzas, em outras palavras, praticamente TUDO DE BOM que há de se comer nesse mundo!
Em tempos de Páscoa então, a tristeza cresce ainda mais..E a notícia ruím é que esse problema não tem cura. Infelizmente ;[[[[Mas a notícia boa é que há formas de se amenizar os problemas decorrentes dessa intolerância. A primeira é evitando tudo que leve leite. Dificílimo, mas há quem consiga. A segunda seria fazendo uso de produtos sem lactose. O problema é que ainda são muito poucos no mercado. E a terceira seria utilizando a enzima lactase manipulada (que é exatamente a enzima que nos falta) quando for ingerir alimentos com lactose. A minha experiência com os tais comprimidos não foi completamente satisfatória, pois, senti que funcionou em algumas situações e, em outras, não. Mas acho que é porque ainda estou aprendendo a conviver com isso ou, pelo menos, a conviver com a certeza de que tenho intolerância à lactose. O médico me explicou que isso se deve a uma gama de variantes: a quantidade da enzima lactase ingerida, o momento da ingestão, a quantidade de lactose no alimento ingerido, o seu organismo no dia, dentre outros. Um dia desses mesmo comi uma pizza tendo ingerido a porção recomendada de lactase e, gente, pela primeira vez comi e não senti nada. Aí pensei: “meu Deus, será que é assim que as pessoas ficam quando comem tuuuuuuuudo isso que me faz mal quando como? Isso é um sonho!”Resolvi falar isso aqui, pois, segundo as pesquisas 25% da população sofre disso sem saber, sendo que, depois que nos conscientizamos e adotamos certas medidas, nossos problemas diminuem consideravelmente.Então, para complementar o post, agora, porém, de uma forma mais técnica, destaco aqui umas informações tiradas do site Sem Lactose  para quem se interessar sobre o tema (o site é ótimo, pois, além das infos, há muitas receitinhas sem lactose para nos ajudar), até porque, muito provavelmente, se você não tem o problema, com certeza conhece alguém que tenha.

O QUE É LACTOSE E LACTASE?
A Lactose é o açúcar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, tranforma-se em dois monosacarídeos: glucose e galactose. Estes carboidratos simples, após formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, empachamento, náusea e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?
1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtem-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.
2. Inalação de hidrogênio: este exame mede a quantidade de hidrogênio expirado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e chegando aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma bebida com dose concentrada de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose. Este exame não é indicado para crianças pequenas. Se um bebê ou criança muito pequena manifesta sintomas de intolerância à lactose aconselha-se trocar o leite de vaca pelo de soja e observar os sintomas.
3. Deposição de ácidos : trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.
4. Exame Genético: este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase. O resultado sai em 5 dias.

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE
Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite ou derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados e outros produtos com baixo teor de lactose sem sentir os sintomas da intolerância à lactose. Com o passar do tempo e uma adaptação aos hábitos alimentares, cada pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas.
Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.

REPOSIÇÃO DE CÁLCIO
Uma das maiores preocupações para pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vêm do leite e seus derivados. Por esta razão, é importante, na medida do possível, manter uma dieta com ingestão de pelo menos alguns produtos lácteos, mantendo uma quantidade que seja bem tolerada pelo seu organismo. Além disso, é importante a orientação de um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

LISTA DE PRODUTOS LÁCTEOS – PORCENTAGEM MÉDIA DE LACTOSE

  • Leite integral / semi-desnatado /desnatado – 4,9%
  • Leite com lactose reduzida a 90% – 1,0%
  • Chantily – 2,9%
  • Iogurte integral – 4,5%
  • Leite condensado – 12,3%
  • Sorvete elaborado com leite – 5,7%
  • Manteiga – 0,9%
  • Margarina elaborada com leite – 0,5%
  • Leite em pó desnatado – 51,3%
  • Leite em pó integral – 37,5%
  • Soro de leite em pó – 69%
  • Queijo gorgonzola – 1,2%
  • Queijo brie – 1%
  • Queijo cheddar – 1%
  • Queijo camembert – 0,9%
  • Ricota – 3,6%
  • Queijo parmesão – 3,3%
  • Queijo mozzarella light – 3,1%

Portais Interessantes:
Alimentação Saudável

NDC – National Diary Council (Conselho Nacional de Laticínios – EUA)
Gastro.net
ABC da Saúde
Saúde na Internet
Comunidade Virtual Doenças Inflamatórias Intestinais (CVDII)
Digestive Diseases
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