Fresca? Não! Bem criada.

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11
jul

Dicas imperdíveis de Viena, na Áustria!

Viena, capital da Áustria, é daquelas cidades que surpreendem. Estivemos lá na última semana de dezembro para a virada do ano. Aliás, para quem não se importa com o frio, recomendo fortemente essa época para conhecer a cidade, já que é possível curtir tanto os mercados de Natal quanto as festas de Revéillon.

Porém, independentemente da época, Viena tem muitas atrações imperdíveis. A cidade vibra música clássica, tem palácios imperiais lindos, museus interessantes, cafeterias aconchegantes, restaurantes finos, e lojas chiques. Enfim, tudo que existe de muito bom gosto você encontra em Viena.

Quer saber o que você não pode perder quando estiver na cidade? Veja os melhores programas aqui!

 

1 – Curtir as ruas da cidade
Passear pelas ruas do centro de Viena é um dos passeios mais gostosos de fazer. As ruas são limpas e seguras para os pedestres. Ande sem pressa pelas ruas, admire as vitrines da lojas, os lustres chiquérrimos, e até mesmo o chão, que chega a brilhar de tão limpo!

Anote aí algumas ruas mais famosas de Viena que não podem ficar de fora do roteiro: Kärntner, Graben, Mariahilfer, Kohlmarkt e Gumpendorfer. Ah, lembrei de outra chiquérrima! Na Wallnerstrasse, tem Tifanny, Gucci, Dior, Dolce & Gabbana, entre outras.

2 – Curtir uma pausa no aconchegante Café Central
O café faz parte da cultura vienense. Por isso, super indico tomar um café e apreciar um docinho no aconchegante Café Central, que existe desde 1876. Grandes personalidades já passaram por lá, como por exemplo, Trotsky, Lenin, Stalin, Loos, Freud e euzinha!

O café é tão importante para a cidade que em 2011 as cafeterias vienenses, originadas no século XVII, foram incluídas na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, pois são um lugar “onde o tempo e o espaço são consumidos, mas apenas o café é encontrado na conta”.

3 – Experimentar a tal torta Sacher
Outra fama da cidade tema ver com a aclamada torta Sacher. E, se você quiser experimentar no local onde a torta foi criada, vai ter que ficar um tempinho na fila do Hotel Sacher. Já vou avisar para não criar expectativa, a torta nem é assim tão gostosa e o atendimento é demorado. Sabe aquele lugar que você parece ser apenas mais um? Pois é.

4 – Fotografar a instagramável Popp & Kretschmer
No centro de Viena, ao lado da Ópera e do Hotel Sacher, está a loja vienense mais fotogênica do Instagram. A Popp & Kretschmer, loja super classuda para os ricaços de Viena, fica decorada com um laço vermelho gigante durante a época do Natal. Um charme só!

Na Popp & Kretschmer, você encontra marcas poderosas, como Roberto Cavalli, Balmain, Salvatore Ferragamo e Zuhair Murad.

5 – Curtir uma noite na Ópera
No centro da cidade também está localizada a Ópera de Viena, uma das mais famosas do mundo. A Ópera oferece espetáculo diferente todos os dias, com mais de 50 óperas e ballet em cerca de 300 dias por temporada. Para ver a programação, clique aqui.

6 – Ver a Pestsaule
Outro monumento famoso, a Pestsaule, está em Graben, uma das ruas mais movimentadas
do centro. A Pestsaule é uma obra de arte criada para celebrar o fim da epidemia de peste
que assolou a Áustria em 1679.

7 – Ver a cidade do alto da St. Stephen’s Cathedral
Localizada na Stenphansplatz, a St. Stephen’s Cathedral é uma das mais importantes estruturas góticas da Áustria. O destaque é o telhado de mosaico, que reproduz a águia de duas cabeças real e o brasão de armas da cidade de Viena, feito com mais de 200.000 azulejos. Só mais um detalhe, Mozart já tocou na St. Stephen’s Cathedral, tá?

A entrada na Catedral é gratuita, mas para subir de elevador no topo e ver a vista da cidade
tem que pagar.

8 – Visitar o Palácio Imperial de Hofburg
O Palácio Hofburg é um dos maiores complexos palacianos do mundo. As partes mais antigas são do século XIII, mas a construção continuou até o século XX. O Palácio serviu como residência e sede do governo dos imperadores Habsburgo até o final da monarquia em 1918. Hoje, abriga vários museus, a Escola Espanhola de Equitação, um centro de congressos, e a sede do Presidente da Áustria.

A visita ao palácio inclui os aposentos do Imperador Franz Joseph e da Imperatriz Elisabeth. O passeio leva por 24 quartos, desde a escadaria imperial, passando por salas de audiência e estudos, até as salas de estar e quartos da monarquia. Além dessa visita (Imperial Apartments), o ingresso inclui a entrada em outros dois museus: o Sissi Museum (em homenagem à Imperatriz Elisabeth) e o Imperial Silver Collection (Museu de Prataria da Realeza).

Aproveite que está nessa região para conhecer a Biblioteca Nacional e o Burggarten, onde os locais adoram fazer picnics no verão.

9 – Ver a coleção de arte do Palácio Belvedere
O Palácio Belvedere abriga uma das coleções de arte mais valiosas da Áustria. É lá, no Upper Belvedere, que está o famoso quadro de Gustav Klimt (The Kiss). Se você não estiver a fim ou não tiver tempo para percorrer todos os andares do palácio, mas quer ver a obra de arte mais famosa da Áustria, compre o ingresso apenas para o Upper Belvedere e economize uns euros.

10 – Conhecer a vida da realeza no Palácio Shonbrunn
O maior palácio da Áustria, Shonbrunn, já foi a residência de verão dos Habsburgos. Chique, não? Um dos locais mais visitados de Viena merece um dia no seu roteiro. Para sentir toda a classe imperial, sugiro hospedar-se uma noite no palácio, na Grand Suit, que tem 167 m2. A diária custa em torno de R$ 3.500 (três mil e quinhentos reais). Ficou interessado? Clique aqui para reservar!

Mas, se você for como eu e não tiver balha na agulha para gastar essa pequena fortuna em uma noite no palácio, saiba que os jardins ao redor do Schonbrunn são maravilhosos – e gratuitos. Além disso, tem uma vista linda de Viena!

Abertos ao público desde 1779, os jardins de estilo barroco incluem um labirinto, um zoológico, ruínas romanas, a Fonte de Netuno e um Gloriette no topo da colina.

11 – Conhecer a Rathausplatz
O prédio da prefeitura de Viena foi construído nessa praça entre os anos de 1872 a 1883 em estilo neo-gótico. No final do mês de novembro, o maior mercado de Natal de Viena é montado na praça. E na noite da virada tem queima de fogos, apresentação de bandas com músicas ótimas e muito rock, mercado de natal e toda animação das festas de rua.

Foi na Rathausplatz que passamos a nossa virada do ano, após passearmos por várias outras ruas onde a cada esquina tinha show ao vivo, djs, e muita badalação.

Para quem prefere algo mais aristocrático, é possível aproveitar a noite no famoso baile de gala vienense dentro do prédio da prefeitura. Só que precisa comprar o ingresso com bastante antecedência, ok?

Ainda que você pretenda visitar Viena em outra época, saiba que durante o ano acontecem vários eventos na Rathausplatz. Tem pista de patinação no gelo de janeiro a março, shows de jazz, cinema ao ar livre em julho e agosto, festas com djs, dentre outros programas. Viena é uma cidade muito animada, gente!

12 – Descobrir sabores no Naschmarkt
Dar aquela conferida no mercado municipal de Viena é programa básico para quem curte comida de rua.

No mercado, você encontra vários restaurantes, bares, lojinhas de temperos, de utensílios domésticos, entre outras.

13 – Dar uma voltinha no Prater
O Prater é um grande parque público localizado no 2º distrito de Viena (Leopoldstadt). A entrada é gratuita, você paga apenas o que quiser fazer. É no Prater que está a maior roda gigante de Viena, construída em 1897.

Vários eventos acontecem no Prater ao longo do ano. Para ver a programação, você pode clicar aqui.

14 – Museus
Para quem gosta de museu, Viena é um prato cheio! Além dos museus nos palácios que mencionei acima, existem outros bacanas, como, por exemplo, Albertina, Museu de História Natural, Museu da Música, e vários no Museum Quartier.

15 – Jantar no Do&Co
Para uma noite especial, vale muito a pena dar uma chegada no Do&Co, restaurante localizado na Stephansplatz. Estava tudo muito saboroso!

O ponto forte do restaurante é a comida asiática. Então se você estiver a fim de um ótimo sushi e sashimi nem pense duas vezes!

Por estar localizado no último andar do hotel, o restaurante tem uma vista linda da St. Stephen’s Cathedral. Por ser bem procurado, é importante fazer reserva.

16 – Jantar no Sky Bar
O Sky Bar está localizado no último andar da Steffl, famosa loja de departamentos vienense. A fachada de vidro do restaurante oferece uma vista linda da cidade.

Também é preciso reservar. Nós não conseguimos mesa, mas por sorte tinha um lugarzinho no bar do restaurante. Risoto delicioso!

Também experimentamos e gostamos do Motto & Fluss (mais pelos drinks e balada do que pela comida) e dos já conhecidos de outras cidades: Hard Rock e Valpiano.

17 – Esquiar em Stuleck
Para quem quiser esquiar, indico um bate-volta de trem a partir de Viena para Stuleck. Essa
estação de esqui bastante conhecida pelos locais fica, aproximadamente, a duas horas de
distância de Viena.

18 – Passar um dia em Bratislava
Outro bate-volta bem viável é de Viena para Bratislava, capital da Eslováquia, de trem. A viagem tem a duração de, aproximadamente, três horas. E basta uma tarde para dar uma voltinha boa na cidade, já que não tem muito o que fazer por lá. Mas, de qualquer modo, vale o passeio.

19 – Hospedar-se no Hilton Vienna Plaza
Super indico o Hilton Vienna Plaza. O hotel fica muito bem localizado no Primeiro Distrito, por isso é muito próximo dos principais pontos turísticos. Além disso, tem uma estação de metrô na calçada lateral  do hotel, o que é simplesmente perfeito! Também é importante acrescentar que os quartos são amplos, o atendimento é impecável, o café da manhã tem de tudo, é bem recheado mesmo, e delicioso. Ficaria de novo facilmente. Para ver detalhes, você pode clicar aqui.
Espero que tenha gostado das dicas e aproveite bastante! Viena é uma cidade realmente imperdível!

 

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

25
maio

Kauai – o paraíso na terra!

A mais antiga das ilhas havaianas, Kauai merece o título de paraíso na terra. Uma das nossas preferidas, sobretudo pela natureza selvagem e intocada, Kauai surpreende, emociona, faz suspirar. E muito. Prepare-se para ter aventuras ao ar livre inesquecíveis em meio a paisagens deslumbrantes.

Quer descobrir as riquezas desse refúgio natural? Fizemos uma lista com as principais atrações divididas por região. Confira!

 

Norte da ilha (North Shore)

1 – Kilauea Lighthouse 

O farol de Kilauea é um verdadeiro tesouro histórico que foi construído por volta de 1900 para ajudar os marinheiros a atracarem na praia. Atualmente, o local onde está o farol foi transformado em Refúgio Nacional de Vida Selvagem, no ano de 1985, a fim de proteger as aves marinhas que estão sempre por lá. Justamente por isso, o local é bastante procurado não apenas por turistas, mas também por observadores de pássaros.

A vista que se tem do Kilauea para o Pacífico é maravilhosa. Além disso, as trilhas são asfaltadas, o que torna esse passeio ideal para todas as idades.

O farol de Kilauea e o parque estão abertos de terça a sábado das 10:00 da manhã às 4:00 da tarde, fechados nos domingos e segundas-feiras e nos feriados federais. A entrada é de 5 dólares por pessoa. Menores de 16 anos não pagam.

 

2 – Princiville

Próximo a Kilauea está Princeville, uma região famosa por seus condomínios e resorts de luxo, a exemplo do fabuloso St. Regis. Para quem tem bala na agulha,  hospedar-se em um cinco estrelas por lá não soa mal.

Essa, embora muito tentadora, não foi nossa opção. Escolhemos um hotel mais intimista, localizado no sul da ilha, sobre o qual falarei ao final.

 

3 – Hanalei

Também em North Shore, vale a pena fazer uma paradinha na pequena e charmosa Hanalei, que já foi eleita a praia mais bonita dos Estados Unidos. Nessa praia, a lenda local Bruce Irons, e seu irmão, o falecido Andy Irons, aprenderam a surfar.

Ao voltar da praia, uma boa pedida é passar no centrinho comercial de Hanalei, onde há restaurantes e lojinhas. Aproveite para fazer um lanche e experimentar uma cerveja local no badaladinho Kalypso. No cardápio, há opções que vão de peixe cru, inclusive o famoso poke bowl, a sanduíches bem americanos.

4 – Haena Beach e Ke’e Beach.

Bem próximas de Hanalei, estão Haena Beach e Ke’e Beach. Se não tiver tempo sobrando e precisar escolher entre as duas, fique com a segunda.

A praia de Ke’e está localizada no final da estrada, é o ponto mais distante que você pode dirigir na costa norte. Protegida por um recife, é considerada um lugar seguro para nadar. Em Ke’e Beach, aliás, começa a Napali Coast e a trilha de Kalalau, que leva a Hanakapiai e Kalalau Beach. O estacionamento na praia é limitado e é aconselhável  parar o carro um pouquinho antes, em um estacionamento de terra.

A trilha de Kalalau começa na Kee Beach e segue pelos penhascos de Napali Coast. Os primeiros 3 quilômetros, de um total de 18  podem, ser feitos por qualquer pessoa, mas a partir dessa distância é preciso pagar uma taxa e ter autorização. Como a trilha é longa, as pessoas costumam levar de dois a três dias para completá-la. Ou seja, você vai precisar de tempo e disposição. A gente não encarou! Quem sabe numa próxima?

 

Oeste da ilha (West Side)

1 – Napali Coast

A deslumbrante Napali Coast pode ser conhecida de três formas: pela trilha de Kalalau, de barco e de helicóptero. Não há estradas na Napali, então de carro não rola. E essa falta de acesso a carros torna Napali ainda mais enigmática.

Escolhemos fazer os passeios de barco e de helicóptero. Os dois são fantásticos e fica muito difícil dizer qual é o que mais compensa, pois são formas diferentes de aproveitar. O passeio de barco é mais calmo, tranquilo e demorado, já que leva a tarde toda. De barco, você consegue ver Napali de dentro do mar e a vista é absurdamente maravilhosa. Já o passeio de helicóptero é rápido, leva aproximadamente uma hora, mas você consegue ver Napali de cima. Ou seja, tem coisas que você só consegue ver do ar e outras da água. Recomendo fortemente fazer os dois passeios.

Nós fizemos o passeio de barco com a Kauai Sea Tours. Ver Napali de barco é como navegar no paraíso. Como o passeio leva a tarde toda, você consegue aproveitar muito mais o visual indescritível da costa de Kauai, sem contar que rende fotos belíssimas. TEM QUE FAZER!!! Se quiser ver esse e outros passeios oferecidos pela Kauai Sea Tours, clique aqui.

Se você tiver sorte, vai ter a oportunidade de ver arco-íris, até mesmo duplo, golfinhos e, a depender da época, baleias.

Na volta do nosso passeio, fomos surpreendidos com uns dez golfinhos que ficaram bastante tempo acompanhando nosso barco. Foi super emocionante! É muito prazeroso e gratificante ver toda a beleza da natureza esplendorosa de Kauai. É indescritível. E essa emoção bate tão forte que nos faz refletir sobre o mal que estamos causando para o planeta e a necessidade de mudar esse comportamento, pensando na preservação da natureza em primeiro lugar. É tanta perfeição que dá até vergonha de ser humano e ter consciência da falta de respeito com o meio-ambiente. Vamos cuidar do nosso planeta com carinho e amor, gente!

Outra forma de ver Napali Coast é pelo ar. Essa foi a primeira vez que voei de helicóptero e achei a experiência super emocionante. Afinal, nada como uma primeira vez de helicóptero sobrevoando a paradisíaca ilha de Kauai. Então você vai ver Napali, mas também sobrevoa o Waimea Canyon, um vulcão e diversas cachoeiras que não podem ser vistas de barco. O passeio de helicóptero fizemos com a Blue Hawaiian.

Uma palavra define: MEMORÁVEL. E para quem tem medo, preciso dizer que eu também estava com receio, mas o voo é muito tranquilo. Você vê tanta coisa bonita que nem lembra do medo. Na verdade, quando o voo acabou, fique com vontade de ir mais uma vez! Para saber mais sobre esse e outros passeios de helicóptero com a Blue Hawaiian, você pode clicar aqui.

Portanto, se você vai para Kauai, por favor, não invente desculpa para não fazer esses passeios. Passa mal navegando? Vai no médico e pede a prescrição de um remédio. Tem medo de voar? Supera. Vai valer muito a pena.

Esses dois passeios são, definitivamente, os melhores que você vai fazer em Kauai, uns dos melhores do Hawaii, e do mundo. Ah, só mais um detalhezinho. As fotos estão sem filtro, tá?

 

2 – Waimea Canyon

Um lugar bastante legal para conhecer é o Waimea Canyon State Park, especialmente se você curte fazer trilha. Se você não tem muito tempo, é possível dirigir e parar nos mirantes para apreciar a vista. Mas se tempo não é um impeditivo, aproveite  para curtir mais de 90 quilômetros de trilhas!

3 – Koke’e State Park

O Visitor Center do Koke’e State Park fica em uma área com gramado, onde as pessoas costumam acampar. Lá também tem um museu, mas é bem fraquinho.

Dirigindo um pouco depois do Visitor Center, chega-se ao Kalalau Lookout, de onde é possível ver a praia de Kalalau e fazer a trilha com vistas da Napali Coast. Também é possível avistar o Mt. Wai’ale’ale, a 5148 pés, conhecido como um dos pontos mais chuvosos da Terra, onde costuma chover praticamente o ano todo. Como esse pico não tem chuva por somente 30 dias, a vegetação é bem verdinha e a trilha é um pouquinho escorregadia.

 

Leste da ilha (East Side)

1 – Opaekaa Falls 

Opaeka’a Falls está localizada em Wailua e o acesso se dá por Kuamo’o Road. Basta uma paradinha no acostamento para ter esse visual. Ao lado do acostamento tem uma calçada para você curtir a vista com tranquilidade.

Do outro lado da rua, tem-se o acesso para o rio Wailua, que leva até a Wailua Falls, com parada no Fern Grotto, uma caverna com samambaias no teto.

Se você animar, pode aproveitar o dia para fazer caiaque, SUP, ou dar uma volta de barco. Nós preferimos dar só uma chegadinha na beira do rio mesmo porque preferimos priorizar as praias.

 

Sul da ilha (South Shore)

No sul da ilha, Shipwreck e Poipu são duas praias bem próximas ótimas para descansar, fazer snorkel e nadar. Se você der sorte, ainda vai conhecer o casal de foquinhas que vive nadando e brincando por lá.

Olha quanta fofurice esse casalzinho de focas brincando no mar! E, ao ver cenas assim, mais uma vez, Kauai emociona. É muita paz, amor, e alegria que a gente sente ao estar tão em contato com essa natureza preservada.

Para finalizar, minha dica top de hospedagem em Kauai!! Passamos dias perfeitos no super ultra mega sofisticado, aconchegante e intimista, Koa Kea Hotel & Resort. Recomendo fortemente pela localização, serviço e atenção com o hóspede.

Se você ama a natureza, inclua Kauai na sua vida! Já estou contando os dias para voltar!

09
jan

Maui, no Havaí: 10 motivos para conhecer

Maui, conhecida como a Ilha do Vale e também a Ilha do Amor, é a segunda maior do Estado do Havaí. Os locais dizem por lá: Maui “No Ka Oi” (Maui é a melhor)! Eu, honestamente, até hoje ainda não sei qual é a minha preferida. Só sei que Maui encanta e não dá vontade de voltar de lá. Se você pensa em viajar para o Havaí, vou te dar 10 motivos para conhecer Maui! Eis a lista!

1 – Curtir Napili Bay Beach

Chegamos em Maui no finalzinho da tarde. Como em todas as ilhas, pegamos nosso carro alugado no aeroporto e partimos para o hotel onde ficamos hospedados nos primeiros dias.

The Mauian, localizado no oeste da ilha (West Maui), foi um grande achado! Um dos pontos fortes é justamente a localização,  que nos surpreendeu. Além disso, o hotel é novinho, pequeno, intimista, e tão low profile que chega a ser silencioso. O paraíso existe e fica ali. Sem contar que, diferentemente da maioria dos melhores hotéis do Havaí, o The Mauian não cobra estacionamento e nem taxa de resort.

Mesmo que você opte por se hospedar em outra praia vale muito a pena dar um chegadinha em Napili Bay Beach. Essa região tem vários condomínios, hoteis, comércios e restaurantes. Dá vontade de passar no mínimo uma semana. E nada é lotado. Apesar dessa estrutura boa, é um lugar perfeito para relaxar, descansar e curtir a praia. Fica bem pertinho de Kapalua.

2 – Tomar um drink no Merriman’s

Em Kapalua, a pedida é curtir a noite no Merriman’s, restaurante localizado à beira-mar com uma vista linda.  Especializado em cozinha regional havaiana e comandado  pelo Chef Peter Merriman, pioneiro no conceito “Farm to Table” (da fazenda para a mesa), serve apenas os produtos mais frescos, pelo menos 90% cultivados ou capturados localmente, usando métodos sustentáveis.

A dica aqui é experimentar o Ahi Poke Bowl (atum fresquíssimo e delicioso!) e pedir indicações de drinks para o barman. Além da boa gastronomia e dos drinks inusitados, ainda tem música ao vivo com um ótimo repertório. Super badalado, é recomendável fazer reserva. Para isso e outras informações sobre o Merriman’s, você pode clicar aqui.

3 – Ver o sol nascer na cratera do vulcão Haleakala

Separe um dia para conhecer uma das atrações mais populares de Maui, o Haleakala National Park. Esse é um passeio para quem não tem preguiça, pois é indispensável acordar por volta das 2 da manhã, a depender de onde esteja hospedado, para ter tempo suficiente de subir até a cratera do Haleakala e chegar antes do nascer do sol.

Haleakala é um vulcão dormente, lugar considerado sagrado pelos havaianos, e significa a Casa do Sol. A área ao redor do vulcão foi transformada em Parque Nacional e lá no topo há observatórios astronômicos. Pelo nome do vulcão já se nota que o mais legal do passeio é ver o nascer do sol.

A média para subir de carro até o estacionamento é de uma hora, já que se trata da mais alta montanha de Maui, com 3.055 metros de altitude. Por isso, não tem jeito, você precisa sair cedo.

Além de acordar cedo, é indicado levar casaco para encarar o frio. Faz muito frio lá em cima. Não é qualquer casaquinho que dará conta. Aliás, esqueça que você está no ensolarado Havaí, pois do contrário vai congelar lá no alto.

Há quem sugira subir o Haleakala de madrugada em van, e descer de bicicleta. Quando fomos, começou a chover na volta e estava muito frio. Sinceramente, recomendo ir de carro mesmo, salvo se você gostar muito de pedal. O tour de bike começa fora do Parque Nacional.

Desde fevereiro desse ano, é preciso reservar com antecedência a entrada no parque para ver o nascer do sol. Se você quiser apreciar a flora e fauna locais, uma dica é fazer as trilhas pelo parque ou até mesmo contratar um guia para isso. Para os mais aventureiros, é possível explorar a base do vulcão, inclusive acampar, em Kipahulu. Outras informações sobre o acesso para o parque, você pode ver aqui.

4 – Mergulhar em Molokini e Turtle Town

Um passeio em Maui que não pode ficar fora do seu roteiro é o que te leva de barco para Molokini e Turtle Town. Para aproveitar bastante, é recomendável começar o dia bem cedo, quando a visibilidade é melhor para mergulhar.

Próximo à costa de Maui,  Molokini é uma cratera de vulcão que está quase completamente submerso. Santuário marinho, esse é considerado um dos melhores lugares para mergulhar no Havaí, já que, entre outros fatores, sua forma côncava protege os mergulhadores das ondas e das fortes correntes.

No mesmo passeio, a depender das condições climáticas, você pode mergulhar em Turtle Town. Localizado em Wailea, essa parte do mar atrai muitas tartarugas por conta da sua formação geológica composta de lava subaquática.

Esse passeio é perfeito para quem gosta de mergulho. Os tours saem de manhãzinha de Kihei, de Makena ou do píer de Ma’alaea. Nós contratamos o passeio com a Pride of Maui e recomendamos! O passeio completo tem a duração de 5 horas, a tripulação é atenciosa, e ainda rola café da manhã e, depois, almoço no barco, com direito a churrasco e sanduba. Para fazer sua reserva, clique aqui.

Uma dica importante! Depois de mergulhar, é recomendável aguardar um dia antes de subir até a cratera do Haleakala ou de pegar um voo devido a mudanças de altitude.

5 – Dirigir por um campo de lava no sul da ilha

Guarde um dia para descer de carro desde a praia de Makena até chegar em La Perouse Bay, passando por Ahihi Kina’u. Até Makena a estrada é boa, depois começa a ficar um pouquinho pior. No entanto, não é preciso ter um carro 4×4 para chegar na baía de La Perouse.

Ahihi Kina’u é uma área de reserva natural única no Havaí, pois protege o ambiente terrestre e o marinho. Algumas áreas são, inclusive, fechadas para o público. É a partir daí que você vai dar de cara com um campo enorme formado pela última erupção do vulcão Haleakala, em 1790.

La Perouse Bay, tem esse nome em homenagem ao primeiro europeu que chegou em Maui no ano de 1786, o explorador francês Jean Francis Gallup Comte de La Pérouse. Em 1790, quando ele retornou encontrou a comunidade que ele visitou abandonada e coberta com lava vulcânica.

6 – Praticar esportes aquáticos em Hookipa Beach

Uma praia adorada por quem curte surf, wind e kite, Hookipa Beach é especialmente procurada pelos locais durante o inverno, quando as ondas são bem fortes.

Mas, ainda que você não esteja a fim de encarar as ondas, vale a pena dar uma chegadinha até lá para ver as tartarugas fofas que descansam, sob proteção ambiental voluntária, no lado direito da praia.

7 – Conhecer Paia, a região mais roots de Maui

Os mais alternativos gostarão de conhecer Pa’ia, uma área bem roots, com galerias de arte, lojinhas de souvenirs, equipamentos de surf, e roupas produzidas localmente. Vou confessar que essa não é muita a nossa cara, então demos uma voltinha bem rápida de carro mesmo por lá.

Afinal, o tempo é tão corrido que não tem jeito, é preciso ter prioridades! Mas essa é uma região que vários blogs e revistas especializadas indicam conhecer. No entanto, recomendam não deixar mala dentro do carro. Meio desanimador, né?

8 – Jantar no Four Seasons

De vez em quando, a gente pode se dar ao luxo de jantar no Four Seasons! Localizado em Wailea, o Four Seasons conta com três restaurantes: Spago, Ferraro’s e Duo Steak and Seafood. Optamos pelo último somente pela diversidade do cardápio.

Essa é uma ótima oportunidade para aquele jantarzinho romântico e uma boa desculpa para conhecer o interior do hotel, que é um luxo só, diga-se de passagem.

Fui de atum fresquinho e o marido de Rib-eye. Ambos impecáveis!

De sobremesa, ganhamos essa deliciosa mousse de chocolate!

9 – Hospedar-se no Andaz Maui

Ao sul de Maui, você não pode deixar de conhecer Wailea, um dos lugares que mais amei e onde ficamos hospedados nos últimos dias. O hotel escolhido foi o fabuloso Andaz Maui. Dentre os hotéis maiores e mais famosos, a exemplo do Grand Wailea, esse é um pouquinho menos com cara de resortão, pois são “apenas” 290 quartos e 10 vilas privativas.

10 – Aproveitar o dia em Wailea, a região mais exclusiva de Maui

Independentemente do local escolhido para hospedagem, passar um dia em Wailea não pode ficar fora dos seus planos. Atividade tem de sobra. Você pode curtir a praia, aproveitar para descansar, nadar, ou fazer snorkel.

O sunset também é imperdível!

Aproveite, ainda, para dar uma voltinha no The Shops at Wailea, um centro comercial ao ar livre charmosérrimo, onde estão bons restaurantes e grifes poderosas, tais como, Prada, Gucci, Tiffany, Bottega Veneta, e Louis Vuitton.

Maui é um destino espetacular! Inclua-o na sua listinha de lugares a serem conhecidos!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

25
out

Especial de Lua de Mel: Havaí

Escolher um destino de viagem é uma delícia! Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer que não é tão simples quanto parece, afinal as opções são quase infinitas! Com tantas informações disponíveis em livros, blogs e guias de viagem, explorar cada cantinho desse mundão lindo nunca foi tão fácil. Ainda que você já esteja decidido a curtir o verão na praia, por exemplo, as possibilidades são inúmeras! Além disso, existem outros fatores que tornam um pouquinho complexo o processo de escolha do destino. Dentre eles, a época do ano adequada e o custo-benefício da viagem.

Invariavelmente, passo pelo processo de decisão olhando para um mapa do mundo que está estrategicamente fixado na parede do meu quarto. As dúvidas, em geral, são as mesmas: qual continente/país/cidades gostaria de conhecer/visitar, quanto tempo é suficiente para conhecer bem o lugar desejado, em que época do ano esse destino poderá ser melhor aproveitado, qual o custo da passagem e hospedagem. Portanto, os fatores decisórios consideram basicamente o local, o tempo e a grana.

Apesar de estar acostumada com isso, ainda assim, sempre fico na dúvida para escolher o próximo destino. E, nesse ano, outro fator surgiu nessa equação. Um fator complicador, mas inquestionavelmente maravilhoso. Minha lua de mel! Escolher onde passaria esse momento inesquecível roubou algumas noites do meu sono. Mas, depois de muitas horas de pesquisa e de ligações para a companhia aérea, definimos o lugar que parecia ideal: Havaí.

Esse conjunto de ilhas paradisíacas localizadas no Oceano Pacífico é um destino clichê para a lua de mel, pelo menos para os americanos. Não me importei nada com isso, muito pelo contrário, queria conferir de perto os motivos pelos quais o Havaí está presente em absolutamente todas as listas de sugestões românticas de viagens. De fato, tive a grata satisfação de constatar que as ilhas havaianas definitivamente não estão nessas listas por acaso.

Optamos por conhecer as quatro principais ilhas, Oahu, Maui, Big Island e Kauai. Claro que voltamos com nossa ordem de preferência, pois cada ilha tem, digamos, personalidade forte e características marcantes. E é sobre cada uma dessas ilhas paradisíacas que escreverei nos próximos posts!

Antes, porém, vale antecipar o básico sobre a viagem para o Havaí:

  • A viagem é longa. No nosso caso, foram três voos de, aproximadamente, seis horas. Então, se possível, opte pela classe executiva.
  • Além disso, considere fazer um stopover na ida ou na volta para diminuir o cansaço dos voos e, de quebra, visitar outra cidade. Optamos por fazer o stopover na volta, em San Francisco, pois já conhecíamos Los Angeles. Se você não conhece nenhuma dessas cidades, recomendo escolher Los Angeles.
  • A melhor forma de chegar no Havaí é pela costa oeste americana. Prefira voos que passem por Los Angeles.
  • Separe, pelo menos, quatro dias para cada ilha. Nós ficamos cinco dias.
  • O deslocamento entre essas ilhas deve ser feito de avião. A média de duração é de 40 minutos. Voamos pela Island Air e Hawaiian Airlines. A segunda companhia é melhor.
  • As ilhas são relativamente grandes. Por isso, em cada ilha, é recomendável a hospedagem em duas regiões diferentes para economizar tempo e energia com deslocamento.
  • O aluguel de carro é imprescindível. Sem ele, você não sai do lugar! Prepare-se para rodar muito.

Vale lembrar que o ponto forte do Havaí é a sua natureza espetacular. Praias, cachoeiras, rios e vulcões, são de tirar o fôlego. Mergulhos, passeios de barco, e voos de helicóptero, são apenas algumas das possibilidades para quem gosta de aventura. Se você curte natureza e quer conhecer o Havaí, acompanhe tudinho por aqui! Veremos as quatro ilhas em quatro posts, com todas as dicas para facilitar sua viagem!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

08
ago

Tudo sobre a Serra Gaúcha!

Serra Gaúcha é uma excelente opção de destino! Capazes de agradar os mais variados perfis de turistas, as cidades de Gramado e Canela contam com um climinha europeu, fazendo com que você realmente chegue a esquecer que está no Brasil! Ambas estão localizadas a aproximadamente 100 km de Porto Alegre. Optamos pela hospedagem em Gramado, por isso alugamos um carro e seguimos direto do aeroporto, em uma viagem que durou cerca de duas horas.

Gramado já mostra um pouquinho do seu encanto logo na entrada. Vale a pena dar uma parada rápida para bater aquela foto oficial do pórtico da cidade.

Centro de Gramado

Um passeio pelo centro de Gramado é muito agradável! Lá você vai passar por diversos pontos turísticos, que ficam bem próximos uns dos outros: rua coberta, Palácio dos Festivais, Igreja Matriz de São Pedro, Praça das Etnias e rua torta. Na famosa rua coberta, há restaurantes e cafés.

Igreja Matriz de São Pedro tem a estrutura montada em pedra basílica e demorou 8 anos para ser construída. A torre da Igreja tem 46 metros. Ao lado dela, está a Fonte do Amor Eterno, onde os casais apaixonados prendem cadeados gravados com seus nomes. Dizem que a fonte foi inspirada na romana Fontana di Trevi.

A super charmosa Rua Torta fica na Avenida Borges de Medeiros, em frente à Praça das Etnias. Na verdade, essa é a Rua Emílio Sorgetz, mais conhecida apenas como rua torta. Vale a pena ir até lá, a rua é uma graça e lembra bastante um cantinho europeu!

 Snowland

O Snowland é o primeiro parque de neve indoor das Américas, tem 16 mil metros quadrados, sendo 8,1 mil m² dedicados à neve. A capacidade de visitação é de até 3,5 mil pessoas por dia. O parque divide-se em dois ambientes. A Montanha de Neve conta com uma pista de 120 metros de extensão, onde você pode esquiar, praticar snowboard, descer no Tubing, entre outras atrações. O segundo ambiente é o Vilarejo Alpino, que remete aos vales suíços, com minicentro comercial e outras atrações, como patinação no gelo, simulador 7D, SnowKids e uma praça de alimentação com vista para a pista de esqui/snowboard. Vale destacar também o Espaço Família, que disponibiliza fraldário e ambiente para amamentação, com microondas e chaleira elétrica.

Esse é um passeio voltado para crianças e adolescentes, mas os adultos também se divertem. Para a prática de esqui e snowboard é necessário agendamento no dia da visita ao parque, por isso é indicado chegar cedo para garantir a aula. Se você quiser aprender a esquiar ou andar de snowboard, saiba que o Snowland oferece aulas. Você pode comprar seu ingresso aqui.

 Lago Joaquina Rita Bier

Trata-se de um lago artificial com 17 mil metros quadrados rodeado por araucárias com mais de 70 anos, charmosas casas e hotéis. Esse é um lugar bastante propício para andar de bike, caminhar, correr, ou até mesmo fazer um piquenique. Nesse lago, durante os festejos de Natal, é realizado o espetáculo Nativitaten.

Lago Negro

O Lago Negro é um dos lugares mais agradáveis para passear em Gramado! Trata-se de um lago artificial construído em 1953, após um incêndio que arrasou a mata existente no local. Leopoldo Rosenfeldt, idealizador deste lago e do Lago Joaquina Rita Bier, decidiu importar árvores da Floresta Negra da Alemanha para formar o paisagismo ideal, daí a razão desse ar europeu.

O Lago Negro tem uma cor verde escura que reflete a imagem dos pinheiros na água. Ao redor do lago, tem uma trilha para caminhadas. O passeio nos pedalinhos em formato de cisnes agrada as crianças (e os adultos também!). Os patinhos nadando no lago são um charme à parte!

Mini Mundo

Mini Mundo é um parque ao ar livre formado por réplicas de prédios de várias partes do mundo. Juntas, formam uma cidade em miniatura, onde tudo é 24 vezes menor do que a realidade. O parque conta com local para alimentação, lojas temáticas e espaço infantil.

Recomendo a visita apenas se você for viajar com crianças. Para adultos, penso que não vale a pena.Se você não tiver muito tempo disponível de viagem, sugiro conhecer outras atrações.

Parque do Caracol e Parque da Serra

Parque do Caracol conta com um mirante, um observatório ecológico, trilhas, e algumas lojinhas. Mas se você preferir curtir o visual da Cascata do Caracol com mais conforto, sem a necessidade de encarar trilhas e escadas, uma excelente opção é o Parque da Serra, localizado a 500 metros do Parque do Caracol, na estrada que leva ao Parque da Ferradura.

No Parque da Serra está o moderno teleférico de tecnologia suíça, com 12 bondinhos aéreos, para até oito pessoas. O passeio começa na Estação Central, onde acontece o embarque e desembarque. O local possui área de alimentação, lojas de souvenirs e um mirante que permite uma vista incrível do vale a 60 metros de altura.

Também é interessante descer na Estação Animal, parte mais elevada do empreendimento, onde estão um mirante e trilhas de 230 metros com placas de identificação das árvores ao longo do percurso. Lá também está o Espaço das Esculturas que Falam, com cerca de 85 peças talhadas em madeira pelo artista plástico Masaharu Hata. As esculturas reproduzem a aparência e o som dos animais.

Descendo novamente de bondinho, você chegará na Estação Cascata, um cenário espetacular que tem como pano de fundo a Cascata do Caracol que, com uma queda de 131 metros de altura, impressiona pela beleza. Sua nascente fica na área urbana de Canela e deságua no Rio Caí, a 5 km do parque. Visto de cima, o rio tem o formato de um caracol, por isso surgiu o nome da cascata. Esse é um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil.

Parque da Ferradura

Outro parque maravilhoso e imperdível em Canela, um dos lugares mais bonitos que já vi! O Parque da Ferradura tem vários mirantes, esse aí é apenas um deles. Para chegar lá embaixo, onde estão a cachoeira e o rio Caí, precisa ter fôlego. A trilha leva, em média, uma hora. Para voltar, você pode fazer o caminho da ida ou escolher uma trilha alternativa, mais light.

Vinícolas

Quem vai à Serra Gaúcha não pode deixar de visitar alguma vinícola. Escolhemos três para visitar com direito a tour guiado: RavanelloCave de Pedra e Casa Valduga.

Ravanello é uma pequena produtora de vinhos que iniciou, em 2005, o empreendimento vitivinícola na propriedade adquirida em 1987. As primeiras vinificações, em 2008 e 2009, ocorreram na vinícola da Embrapa, em Bento Gonçalves.

A vinificação no estabelecimento da Vinícola Ravanello iniciou em fevereiro de 2010. Os 2,4 hectares de vinhedos estão localizados junto à vinícola, em Gramado, às margens da rodovia. A visitação é bem legal, pois dá ideia de como as pequenas vinícolas participam do mercado, além de proporcionar uma volta pelos lindos parreirais. Fomos super bem recebidos pelo proprietário e pelo enólogo.

Cave de Pedra está localizada em Bento Gonçalves, na região do Vale dos Vinhedos.  Sua sede é um castelo belíssimo, em estilo medieval, construído em basalto para favorecer a manutenção de temperaturas amenas, necessárias para o amadurecimento de vinhos e espumantes.

Casa Valduga é a maior cave de espumantes da América Latina. A degustação das variedades de vinhos e de espumantes acontece ao longo de toda a visita, com explicações a respeito do processo de elaboração. Se você tiver tempo, aproveite para almoçar no restaurante da Casa Valduga, onde é servido um rodízio de massas muito bom!

Hospedagem

Ficamos hospedados no Modevie Boutique Hotel, que é IMPECÁVEL! Atendimento britânico, quarto charmoso e aconchegante, produtos da Trousseau, decoração moderna e clean. Está bem localizado, no centro de Gramado, a poucos metros da Igreja Matriz, Rua Coberta e Palácio dos Festivais.

O café da manhã é completíssimo e servido das 7 até às 13 horas. Você pode desfrutar das delícias preparadas pelo Modevie no Terraço, com uma vista privilegiada do centro de Gramado sobre a Avenida Borges de Medeiros.

 

O Modevie conta ainda com um bar e uma adega de vinhos com mais de 30 anos de tradição no centro de Gramado. O espaço oferece os melhores queijos, salames, copas e embutidos da Serra Gaúcha, além de espumantes, champagnes e uma delicatessen com produtos gourmet. A loja fica aberta diariamente das 10h às 20h.

Você também pode aproveitar para relaxar no Spa do hotel. São oferecidas terapias corporais e faciais, massagens relaxantes, banhos energizantes e tratamentos faciais assinados pelo renomado Kurotel Centro Médico de Longevidade e SPA.

O Modevie ainda coloca à disposição dos hóspedes bicicletas novíssimas! Recomendo um passeio de bike pela cidade, no mais puro estilo holandês. Além disso, toda a equipe do hotel é extremamente educada e simpática. A atenção aos hóspedes é total.O Modevie esbanja charme e conforto.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.