Fresca? Não! Bem criada.

Tag: colunista do Anita Bem Criada

25
out

Especial de Lua de Mel: Havaí

Escolher um destino de viagem é uma delícia! Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer que não é tão simples quanto parece, afinal as opções são quase infinitas! Com tantas informações disponíveis em livros, blogs e guias de viagem, explorar cada cantinho desse mundão lindo nunca foi tão fácil. Ainda que você já esteja decidido a curtir o verão na praia, por exemplo, as possibilidades são inúmeras! Além disso, existem outros fatores que tornam um pouquinho complexo o processo de escolha do destino. Dentre eles, a época do ano adequada e o custo-benefício da viagem.

Invariavelmente, passo pelo processo de decisão olhando para um mapa do mundo que está estrategicamente fixado na parede do meu quarto. As dúvidas, em geral, são as mesmas: qual continente/país/cidades gostaria de conhecer/visitar, quanto tempo é suficiente para conhecer bem o lugar desejado, em que época do ano esse destino poderá ser melhor aproveitado, qual o custo da passagem e hospedagem. Portanto, os fatores decisórios consideram basicamente o local, o tempo e a grana.

Apesar de estar acostumada com isso, ainda assim, sempre fico na dúvida para escolher o próximo destino. E, nesse ano, outro fator surgiu nessa equação. Um fator complicador, mas inquestionavelmente maravilhoso. Minha lua de mel! Escolher onde passaria esse momento inesquecível roubou algumas noites do meu sono. Mas, depois de muitas horas de pesquisa e de ligações para a companhia aérea, definimos o lugar que parecia ideal: Havaí.

Esse conjunto de ilhas paradisíacas localizadas no Oceano Pacífico é um destino clichê para a lua de mel, pelo menos para os americanos. Não me importei nada com isso, muito pelo contrário, queria conferir de perto os motivos pelos quais o Havaí está presente em absolutamente todas as listas de sugestões românticas de viagens. De fato, tive a grata satisfação de constatar que as ilhas havaianas definitivamente não estão nessas listas por acaso.

Optamos por conhecer as quatro principais ilhas, Oahu, Maui, Big Island e Kauai. Claro que voltamos com nossa ordem de preferência, pois cada ilha tem, digamos, personalidade forte e características marcantes. E é sobre cada uma dessas ilhas paradisíacas que escreverei nos próximos posts!

Antes, porém, vale antecipar o básico sobre a viagem para o Havaí:

  • A viagem é longa. No nosso caso, foram três voos de, aproximadamente, seis horas. Então, se possível, opte pela classe executiva.
  • Além disso, considere fazer um stopover na ida ou na volta para diminuir o cansaço dos voos e, de quebra, visitar outra cidade. Optamos por fazer o stopover na volta, em San Francisco, pois já conhecíamos Los Angeles. Se você não conhece nenhuma dessas cidades, recomendo escolher Los Angeles.
  • A melhor forma de chegar no Havaí é pela costa oeste americana. Prefira voos que passem por Los Angeles.
  • Separe, pelo menos, quatro dias para cada ilha. Nós ficamos cinco dias.
  • O deslocamento entre essas ilhas deve ser feito de avião. A média de duração é de 40 minutos. Voamos pela Island Air e Hawaiian Airlines. A segunda companhia é melhor.
  • As ilhas são relativamente grandes. Por isso, em cada ilha, é recomendável a hospedagem em duas regiões diferentes para economizar tempo e energia com deslocamento.
  • O aluguel de carro é imprescindível. Sem ele, você não sai do lugar! Prepare-se para rodar muito.

Vale lembrar que o ponto forte do Havaí é a sua natureza espetacular. Praias, cachoeiras, rios e vulcões, são de tirar o fôlego. Mergulhos, passeios de barco, e voos de helicóptero, são apenas algumas das possibilidades para quem gosta de aventura. Se você curte natureza e quer conhecer o Havaí, acompanhe tudinho por aqui! Veremos as quatro ilhas em quatro posts, com todas as dicas para facilitar sua viagem!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

02
ago

A roupa e eu – liberdade para vestir

Desde que me entendo por gente, a moda está presente na minha vida. Não porque tenho família ligada a área ou coisa do tipo, mas porque de alguma forma percebi que roupa é sinônimo de voz e identidade.

O meu armário acompanhou de perto as fases mais intensas (muitas delas carregadas de um bom drama teen) e as rebeliões mais fugazes que vivi dentro de mim. E durante esses períodos transitórios foi que aos poucos criei meus gostos, coletei minhas referências e entendi que a moda poderia ir além do hobbie.

E por talvez ter acumulado uma bagagem tão expressiva, vez ou outra sou parada na rua ou questionada por parentes sobre algum tipo de definição para o meu modo de vestir. Os comentários são bem variados mas sempre respondidos com bom humor.

Porém receber tais reações de forma quase que diária, me colocam em uma reflexão sobre a necessidade incessante que temos de buscar essas definições para as outras pessoas e até para nós mesmos. A própria indústria da moda em toda a sua história nos induziu a buscar esses padrões e a nos despertar a vontade de querer se encaixar em algum tipo de forma.

E é aí que comecei a entender que esse papo de pertencer a um rótulo não tem muito a ver com a moda que acredito e que me apaixonei lááá atras. Quando eu penso em roupas, não as enxergo como objetos utilitários, mas sim como uma expressão de mim mesma. As combinações que faço, os truques de styling, as frases nas camisetas e os mais diversos detalhes, todos falam um pouco sobre quem eu sou.

Mas acho importante esclarecer que nada que me veste é permanente. Os gostos mudam, as fases se vão, as roupas ganham outras leituras e as mensagens também! A graça da moda está na sua fluidez! O sentido que a roupa faz fica claro quando olho as fotos do passado (por isso a importância de fotografar os looks do dia) e percebo minha constante evolução.

Abrir o armário todos os dias e me vestir sem o compromisso de ter que ser quem fui ontem e sem saber quem serei amanhã é desafiante sim, mas também é sinônimo de liberdade. A relação que construo com a moda é de parceria! Ela compreende e acompanha, ultrapassando os rótulos da idade, do tamanho, da estética. A moda que acredito não escraviza, nem limita, ela te impulsiona adiante, sempre!

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

23
jul

Jericoacoara – dicas imperdíveis!

Oi pessoal! Hoje trago para vocês dicas imperdíveis sobre Jericoacoara, praia localizada no litoral
do Ceará pela qual sou apaixonada. Aliás, estou longe de ser a única que adora curtir esse lugar
incrível! Todos meus amigos que já foram em Jeri falam super bem de lá!

Chegar em Jeri não é tarefa fácil. Requer tempo e disposição, mas compensa. O aeroporto de
Fortaleza, que está a aproximadamente 300 quilômetros de distância, é o mais próximo de Jeri. O
tempo de viagem entre essas duas cidades varia conforme o meio de transporte escolhido e a forma
como será feita, pois é possível ir direto ou parando nas praias pelo caminho.

Quando fui, fiquei com dúvidas a respeito do meio de transporte ideal para chegar lá. Você pode ir
de Fortaleza para Jeri de van, 4X4, helicóptero, ou alugar um carro. Os serviços de transfer podem
ser privativos ou compartilhados. Depois de pesquisar preços e condições, utilizamos o serviço de
concierge do cartão MasterCard Black e contratamos o serviço de van compartilhada, o que foi
feito pela Tam Viagens. Na época, foi o melhor custo-benefício. Claro que o percurso de 4×4 pelas
praias deve ser sensacional! Mas o preço para um casal somente não era dos melhores. Talvez essa
seja uma boa opção para quem viaja acompanhado de mais pessoas, a fim de diluir o valor cobrado.
De helicóptero, então, nem se fala! Embora seja muito caro, é a opção mais rápida, o percurso leva
somente uma hora.

O transfer que escolhemos foi feito com uma van executiva até o município de Jijoca. Lá é preciso
trocar de veículo e pegar uma Toyota jardineira (4×4). Esse tipo de viagem leva em média seis
horas, sem parar para conhecer as praias que estão ao longo do caminho. As saídas ocorrem
diariamente, bem cedinho pela manhã, dos hotéis ou do aeroporto de Fortaleza. O percurso é muito
tranquilo, embora demorado. O ponto de encontro para trocar de veículo em Jijoca é um posto de
gasolina, onde é possível esticar as pernas e fazer um lanchinho rápido.

De Jijoca até a praia de Jeri demora aproximadamente uma hora. A gente vai sacolejando na
jardineira, mas é bem divertido!

O visual também é muito bonito, com dunas e mar. A parte desagradável é ter que passar nos hotéis antes do seu para deixar os demais passageiros. Mas, para a minha alegria, o nosso hotel foi um dos primeiros!

Quando chegamos no hotel e entramos na recepção, demos de cara com uma piscina linda e super convidativa! O dia estava ensolarado e eu desesperada para dar um mergulho no mar (coisas de brasiliense…rs). Ficamos hospedados no Blue Residence, cujo dono é o mesmo do Essenza. Aliás, eles ficam um ao lado do outro, bem na frente da praia, em uma localização privilegiada entre a famosa duna do pôr do sol e a rua principal de Jeri.

Assim que deixamos nossas bagagens no hotel fomos à belíssima duna do pôr do sol, a cinco minutinhos de caminhada tranquila do hotel. Subir na duna é um dos passeios imperdíveis em Jeri. 

Em Jeri, é muito comum ver alguém oferecendo passeios. Para quem está indo pela primeira vez, acredito que o ideal seja contratar um serviço desses com guia turístico. Afinal, o guia te busca no hotel,  em geral de buggy, e te leva para conhecer locais um pouco afastados da praia de Jeri.

Contratamos o passeio de buggy em uma das lojinhas da vila. Uma dica é não contratar no primeiro lugar que encontrar esse tipo de serviço. O mais indicado é dar uma volta, conversar com os bugueiros, comparar preços, sentir confiança no serviço oferecido e só depois contratar. Em geral, os preços dos passeios são a partir de R$ 180 por buggy para até 4 pessoas.

Escolhemos fazer o passeio que vai para Pedra Furada, praia do Preá, Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul. Depois de conhecermos a Pedra Furada, o guia nos levou para a praia do Preá, onde tem a famosa árvore da preguiça. Em seguida, fomos conhecer a Lagoa do Paraíso. Lá comemos um peixinho na brasa bem gostoso e descansamos naquelas redes que ficam dentro da lagoa. Quando fomos em Jeri, nos disseram que fazia bastante tempo que não chovia por lá. A Lagoa Azul estava super seca. Fomos até lá para conhecer, mas nem chegamos a descer do buggy.

No dia seguinte, alugamos um quadriciclo para andar em direção ao lado oeste de Jeri. Da mesma forma que o outro passeio, esperamos o guia no hotel. A diferença é que o guia vai na frente dirigindo uma moto e nós vamos atrás no quadriciclo. Entramos no Parque Nacional de Jeri e seguimos em direção a Mangue Seco, uma vila de pescadores com um lago, onde é possível fazer um passeio de barco e ver cavalos marinhos. Continuamos pela praia e chegamos em Guriú, outra pequena vila de pescadores, próxima à margem de um rio. Nesse local, é possível atravessar o rio e chegar em Tatajuba. Decidimos não atravessar e aproveitar para andar de quadriciclo, apreciando aquele visual de praia quase deserta.

Para quem é fã de esportes, em Jeri não faltam opções! A praia é considerada uma das melhores para a prática do kitesurf e windsurf, já que o vento é constante. Além disso, você pode alugar pranchas de surf e de stand up paddle, e até se jogar na roda de capoeira que rola nos finais de tarde. 

Quantos à gastronomia local, vou confessar que a gente passou a semana inteira jantando no mesmo restaurante, o Tamarindo. E não era por falta de opção! Além da comida super saborosa, o ambiente é aconchegante, com um estilo romântico, e o atendimento impecável. Super indico!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

 

28
jun

Bate-volta de Capri a Roma

A ilha de Capri é um destino super desejado pelos turistas que procuram
badalação. Parece estar sempre em festa. Mas essa charmosa ilha italiana também pode ser visitada
em apenas um dia. Ou seja, ainda que você esteja hospedado em Roma, por exemplo, é possível dar
uma chegadinha na ilha. A viagem bate-volta de Roma a Capri é factível, mas saiba que você terá
poucas horas para aproveitar tudo que ela oferece!

Para chegar na ilha, o primeiro passo é pegar o trem de Roma para Nápoles. Não é
possível ir direto a partir de Roma, salvo se você tiver bala na agulha para chegar de helicóptero.
Conforme minha pesquisa hoje, o primeiro trem mais rápido que sai da estação Termini, com
destino à estação central de Nápoles, parte às 7:00. O tempo do trajeto é de uma hora e dez minutos.
A tarifa encontrada foi de 39,90 euros, mas varia conforme o dia, a duração da viagem (trens mais
rápidos são mais caros), a classe (primeira ou segunda classe), e a possibilidade de alterar a data de
viagem. Você pode conferir todas as informações, como bilhetes e horários, no site da Trenitalia.

Ao chegarmos na estação de Nápoles, fomos direto para saída, onde há um ponto
de táxi, e seguimos para o porto. Esse trajeto não leva mais do que quinze minutos, se o trânsito
estiver fluindo. Uma dica: atrás do assento do motorista há uma tabela com o valor da corrida para o
porto. Se você fala italiano é possível argumentar em casos de divergência entre o valor da tabela e
o cobrado. Caso contrário, fica complicado, né? Isso aconteceu com a gente. Ninguém falava
italiano, o motorista do táxi cobrou a mais, tentamos conversar em inglês, mas ele ignorou. Para
evitar confusão, cedemos e pagamos um valor maior do que o da tabela.

O transporte marítimo de Nápoles para Capri sai de dois portos. De Molo
Beverello saem os aliscafi (lanchas de alta velocidade que fazem o percurso em 50 minutos),
enquanto que de Calata Porta di Massa partem os barcos rápidos e balsas (mais lentos e econômicos
do que os aliscafi e podem levar 60 minutos, ao passo que os mais lentos, levam 90 minutos).

Os bilhetes podem ser comprados no momento do embarque. Horários e preços
mudam, por isso o ideal é conferir um dia antes de partir, sobretudo em caso de mal tempo, pois
quando o mar está muito agitado os aliscafi são cancelados e partem apenas balsas e barcos rápidos.

O desembarque em Capri é na Marina Grande. De lá saem passeios de barco para
a Gruta Azul e outros de volta à ilha.Nós optamos por pegar o funicular para chegar na parte alta da ilha, no centro da
cidade, onde fica a praça principal La Piazzeta, repleta de restaurantes, cafés e bares. Depois de dar
uma voltinha na praça, é legal passear pela Via Camerelle, uma ruazinha super charmosa repleta de
lojas luxuosas.Um dos lugares inesquecíveis de Capri é o mirante onde estão os Jardins de Augusto. De lá, você poderá admirar as famosas curvas sinuosas e sobrepostas da Via Krupp! A história sobre a construção dela é bem interessante! No início do século XX, o alemão Friedrich Alfred Krupp tinha como costume passar as férias em Capri. Krupp costumava atracar o seu iate em Marina Piccola, mas achava cansativo chegar até a sua suite no Grand Hotel Quisisana. Para resolver o problema, ele solicitou ao engenheiro Emilio Mayer a construção de uma rua de Marina Piccola até a área da Certosa di San Giacomo e dos Jardins de Augusto. Foi assim que o engenheiro fez um corte nas rochas e criou a Via Krupp, com suas curvas sobrepostas.Dos Jardins de Augusto, você também verá os famosos Faraglioni, cartão-postal  da ilha. O visual é de tirar o fôlego!!!Se você quiser fazer a viagem de bate-volta para Capri a partir de Roma, é  imprescindível chegar bem cedinho para conseguir aproveitar bem. Para economizar tempo, também é importante chegar na ilha com uma programação básica em mente, já sabendo o que você pretende ver e fazer. Para mais detalhes sobre os passeios recomendados e outras informações, dá uma olhadinha no site sobre a ilha de Capri.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

28
jun

Bate-volta de Capri a Roma

A ilha de Capri é um destino super desejado pelos turistas que procuram badalação. Parece estar sempre em festa. Mas essa charmosa ilha italiana também pode ser visitada em apenas um dia. Ou seja, ainda que você esteja hospedado em Roma, por exemplo, é possível dar uma chegadinha na ilha. A viagem bate-volta de Roma a Capri é factível, mas saiba que você terá poucas horas para aproveitar tudo que ela oferece!

Para chegar na ilha, o primeiro passo é pegar o trem de Roma para Nápoles. Não é
possível ir direto a partir de Roma, salvo se você tiver bala na agulha para chegar de helicóptero.
Conforme minha pesquisa hoje, o primeiro trem mais rápido que sai da estação Termini, com
destino à estação central de Nápoles, parte às 7:00. O tempo do trajeto é de uma hora e dez minutos.
A tarifa encontrada foi de 39,90 euros, mas varia conforme o dia, a duração da viagem (trens mais
rápidos são mais caros), a classe (primeira ou segunda classe), e a possibilidade de alterar a data de
viagem. Você pode conferir todas as informações, como bilhetes e horários, no site da Trenitalia.

Ao chegarmos na estação de Nápoles, fomos direto para saída, onde há um ponto de táxi, e seguimos para o porto. Esse trajeto não leva mais do que quinze minutos, se o trânsito estiver fluindo. Uma dica: atrás do assento do motorista há uma tabela com o valor da corrida para o porto. Se você fala italiano é possível argumentar em casos de divergência entre o valor da tabela e o cobrado. Caso contrário, fica complicado, né? Isso aconteceu com a gente. Ninguém falava italiano, o motorista do táxi cobrou a mais, tentamos conversar em inglês, mas ele ignorou. Para evitar confusão, cedemos e pagamos um valor maior do que o da tabela.

O transporte marítimo de Nápoles para Capri sai de dois portos. De Molo Beverello saem os aliscafi (lanchas de alta velocidade que fazem o percurso em 50 minutos), enquanto que de Calata Porta di Massa partem os barcos rápidos e balsas (mais lentos e econômicos do que os aliscafi e podem levar 60 minutos, ao passo que os mais lentos, levam 90 minutos).

Os bilhetes podem ser comprados no momento do embarque. Horários e preços mudam, por isso o ideal é conferir um dia antes de partir, sobretudo em caso de mal tempo, pois quando o mar está muito agitado os aliscafi são cancelados e partem apenas balsas e barcos rápidos.

O desembarque em Capri é na Marina Grande. De lá saem passeios de barco para
a Gruta Azul e outros de volta à ilha.Nós optamos por pegar o funicular para chegar na parte alta da ilha, no centro da cidade, onde fica a praça principal La Piazzeta, repleta de restaurantes, cafés e bares. Depois de dar uma voltinha na praça, é legal passear pela Via Camerelle, uma ruazinha super charmosa repleta de lojas luxuosas.

Um dos lugares inesquecíveis de Capri é o mirante onde estão os Jardins de Augusto. De lá, você poderá admirar as famosas curvas sinuosas e sobrepostas da Via Krupp! A história sobre a construção dela é bem interessante! No início do século XX, o alemão Friedrich Alfred Krupp tinha como costume passar as férias em Capri. Krupp costumava atracar o seu iate em Marina Piccola, mas achava cansativo chegar até a sua suite no Grand Hotel Quisisana. Para resolver o problema, ele solicitou ao engenheiro Emilio Mayer a construção de uma rua de Marina Piccola até a área da Certosa di San Giacomo e dos Jardins de Augusto. Foi assim que o engenheiro fez um corte nas rochas e criou a Via Krupp, com suas curvas sobrepostas.Dos Jardins de Augusto, você também verá os famosos Faraglioni, cartão-postal  da ilha. O visual é de tirar o fôlego!!!

Se você quiser fazer a viagem de bate-volta para Capri a partir de Roma, é  imprescindível chegar bem cedinho para conseguir aproveitar bem. Para economizar tempo, também é importante chegar na ilha com uma programação básica em mente, já sabendo o que você pretende ver e fazer. Para mais detalhes sobre os passeios recomendados e outras informações, dá uma olhadinha no site sobre a ilha de Capri.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.