Fresca? Não! Bem criada.

Tag: moda mineira

18
out

Profissionais do mundo da moda: quem são?!

O universo da moda está sempre encabeçado por grandes estilistas e super modelos que transmitem todo o glamour da profissão, porém o que muita gente não sabe é que por trás desses profissionais existe um outro time que torna todo esse brilho possível.

Pensando nesses inúmeros ofícios que existem do outro lado das passarelas, decidi montar esse post e contar um pouco sobre algumas delas, trazendo curiosidades e apresentando exemplos nacionais que são um banho de inspiração!

Imagem de moda

Consultor de estilo/ consultoria de imagem: como vocês sabem, a consultoria de estilo é a área na qual atuo e ela tem como objetivo captar os propósitos, a essência e as características físicas do cliente e transformar esse conjunto em um estilo diário. O serviço vai desde entrevistas e visitas ao guarda roupa, até assessoria na hora de fazer compras. Essas consultorias que antes eram restritas às celebridades e pessoas com influência financeira, cada vez mais ganha popularidade e aderência entre os mais variados perfis.

Pessoas como Anita Rezende e Bianca Ladeia são alguns dos exemplos na área.

Stylist/produtor (a) de moda: vocês já se perguntaram quem está por trás daqueles editoriais incríveis que vemos em revistas e sites? Sim, quem produz e auxilia na concepção de imagens de moda é o stylist! Ele não atua somente em revistas, mas também em desfiles, lookbook, vídeos, comerciais de tv e por aí vai. É da responsabilidade da produção de moda, tornar uma imagem desejável através da montagem dos looks e como eles interagem com o cenário e com a mensagem a ser transmitida.

Pessoas como Maria Cândida , Mariana Sucupira e Paulo Martinez são referências no ramo.

Fotógrafo (a) de moda: Outra profissão fundamental na área de imagem de moda é a do (a) fotógrafo (a)! Esses profissionais são responsáveis por captar a imagem que a marca ou cliente deseja passar a seu público. Seja em uma campanha ou um look book. A fotografia de moda reúne a roupa, a mensagem e o lifestyle em uma imagem!

Pessoas como Weber Pádua, Bob Wolfenson e Leca Novo são referências na área.

Foto: Bob Wolfenson

Foto: Leca Novo Styling: Maria Cândida

Estilo

Estilista: Talvez a profissão mais evidente no universo fashion, mas também umas das mais primordiais! São os estilistas que buscam conceitos e referências para transforma-las em roupas, e essas roupas transmitem mensagens por onde passam! É a partir da roupa que outras conexões de moda acontecem como o styling e a consultoria de estilo, por isso a importância do estilista!

Exemplos temos aos montes, né?! Mas eis aqui alguns dos meus favoritos: Bharbara Renault da Jardin, Lenny Niemeyer e Pedro Lourenço

Maquiador (a): A maquiagem é um ramo que ultrapassou as esferas da moda, mas as grandes tendência de produtos surgem atrás das cortinas dos desfiles, com profissionais capazes de criar uma beleza que represente o conceito de uma coleção e o ideal de uma marca.

Profissionais como a Fabiana Gomes, Luiz Bicalho e Ricardo dos Anjos, são alguns experts que iluminam a beleza de muita gente com maestria!

Foto: Sérgio de Rezende Make: Luiz Bicalho

Fabiana Gomes da MAC

Campanha Jardin

A gama de profissionais do mundo da moda é infinita! Gente talentosa, criativa e bem disposta (por que nem sempre é fácil fazer acontecer) o Brasil tem aos montes e até exporta! Vide tantas modelos e estilistas que fazem sucesso lá fora!

Por isso ressalto aqui a importância de valorizarmos nossos profissionais, pois o trabalho por trás das passarelas é homérico e sempre realizado com muita maestria!

 

12
set

A liberdade é local! – LED no SPFW

Nos últimos anos conseguimos notar claramente o quanto o mercado local cresceu na cena mineira. Principalmente no campo das artes, fomentar o produto do vizinho, passou a ser não só uma tendência, mas também um ato político, onde comprar de quem faz é questionar todo um sistema enraizado no consumo desenfreado.

Melhor do que incentivar marcas que moram na nossa cidade, no nosso bairro ou na nossa rua, é ver elas alçarem voos e levar a mensagem de uma moda mais inclusiva e consciente para além dos limites do nosso estado.

A LED, do estilista Célio Dias, fez isso de uma maneira brilhante ao participar do projeto Top 5 do SEBRAE, que tem como objetivo incentivar microempreendedores de todo o país, acompanhando as marcas durantes 12 meses e auxiliando no desenvolvimento de coleções.

A segunda edição desse projeto tão importante, aconteceu com um desfile na 44ª edição do São Paulo Fashion Week, onde a mineira LED, levou toda sua liberdade para as passarelas, trazendo a tona a diversidade e o vestuário agênero, sempre presentes na identidade da marca.

Na coleção intitulada Mixórdia, Célio e sua equipe celebraram a independência sem rótulos através de cores vibrantes e a mistura entre o feito a mão de Minas e materiais industriais com referências do street wear. Com o styling assinado por Maria Cândida, a produção dos looks contou com calçados de Tatiana Marques, bolsas da marca colaborativa Diwo e acessórios da Box 19, todos orgulhosamente mineiros!

Ter a LED cruzando fronteiras geográficas e se apresentando para o mundo é ver acontecer a renovação de uma identidade local. Para a moda daqui, que muitas vezes se firmou no tradicional, um banho de frescor é mais que bem vindo! Obrigada Célio, por nos lembrar que ser diferente é lindo! Vai planeta! 

Fotos: Breno da Matta

 

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

19
abr

Minas Trend 20ª Edição: 10 anos de moda mineira

Na última semana o Minas Trend, maior salão de negócios de moda do país, realizou sua 20ª edição no Expominas e celebrou seus 10 anos fazendo história na cena fashion mineira.

Com o retorno do seu tradicional desfile de abertura, a temporada começou ao som do cantor Renegado, que embalou o público enquanto um casting diverso trouxe um verão predominantemente preto e vermelho, com shapes desconstruídos.

A estrutura do evento, mais uma vez comandada pelo arquiteto Pedro Lázaro, apresentou uma passarela marcante e os desfiles voltaram a acontecer a partir do final da tarde, atraindo maior público.Foto: Bruna Teixeira

Dentre as marcas que fizeram presença nos dois dias de catwalk, destacaram-se Natália Pessoa com seu tricô monocromático e mangas presunto, Lucas Magalhães em uma mistura entre linho e esporte e por fim, Victor Dzenk, que encerrou a semana com suas cores, bordados e a convidada pra lá de ilustre, Preta Gil.Desfile Lucas Magalhães – foto: Raíssa Maluf

O tão aguardado concurso Ready To Go, que premia novos talentos da moda no Minas Trend, teve como ganhadora (merecidamente) a Led, marca local liderada pelo mineiro Célio Dias, que vem abordando a fluidez de gênero em seu discurso e em suas peças, através de modelagens assimétricas e uma mescla entre urbano e alfaiataria.Led, ganhadora do concurso Ready To Go – Foto: Divulgação

No salão de negócios, os mais de duzentos expositores movimentaram o mercado e se mostraram otimistas com a retomada da grandiosidade do evento, que, nas edições passadas, exibiu uma versão mais clean, devido à situação econômica do país.

A Nephew, fundada por Vitor Sobrinho, foi uma das marcas que se destacou no setor de vestuário, levando ao evento seu lifestyle irreverente e street.

No ramo de bolsas e calçados, o ressalto ficou para a marca La Spezia, com sua coleção intitulada Botanic, inspirada na diversidade natural brasileira.

Por fim, no quesito acessórios, a Aramez deu o que falar com seus brincos e enfeites para tênis feitos em acrílico, ganhando inclusive, espaço no styling do desfile de abertura e parceria com o estilista Lucas Magalhães.

O sucesso da vigésima edição do Minas Trend fez jus aos dez anos de influência mineira no país e reforçou a ideia da valorização da criação local através da diversidade de marcas, produtos e modelos.

Embora conhecido pela tradição, o estado de Minas Gerais vêm abrindo portas para discursos mais abrangentes e inclusivos dentro da moda. Celebrar e continuar dando espaço a falas tão diversas é necessário. E que venham mais dez anos!

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

04
dez

Belo Horizonte ganha Museu da Moda

No dia 6 de dezembro, será inaugurado o Museu da Moda de Belo HorizonteMUMO, o primeiro museu público destinado à atividade no Brasil, iniciativa da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura – FMC.

O MUMO funcionará no belo prédio com estilo manuelino da Rua da Bahia, 1.149, popularmente conhecido como Castelinho da Bahia, onde até então funcionava o Centro de Referência da Moda – CRModa.

Durante os últimos nove meses, foi instituída uma comissão para a criação do museu, formada por profissionais da instituição, por servidores e funcionários da FMC e colaboradores da sociedade civil, que se reuniu para elaborar o seu plano museológico, um planejamento estratégico para os próximos cinco anos, no qual consta sua missão, visão, valores, além de programas e metas.

A primeira proposta em prol de um espaço dedicado à preservação da memória da moda em Belo Horizonte surgiu em 2012, com a elaboração do Centro de Referência da Moda – CRModa, inaugurado no mesmo ano.

Com este passo, Belo Horizonte reconhece a moda como bem cultural da cidade, comprovadamente um centro de design, criação, polo lançador de tendências e de negócios reconhecido nacionalmente.

Daí para a frente, o CRModa se organizou, sediou muitas exposições, vários eventos culturais e educativos, tornando-se um projeto bem-sucedido que possibilitou, quatro anos depois, sua transformação em museu.museu-da-moda-2016_11_28_museu_da_moda_ricardolaf_02-copy

A conversão do CRModa em MUMO traz um ganho significativo para a capital mineira e para o meio da moda, já que isto possibilita que, entre outras vantagens, a instituição entre para o catálogo do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, participando de suas atividades e com sua programação divulgada nacionalmente e internacionalmente. Além do fato de, com esse status, possuir acervo próprio, garantindo, assim, a preservação da memória.

Indústria têxtil A inauguração do MUMO contempla a exposição =33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais, que foca a indústria têxtil mineira e sua relevância, contribuindo, não só para as economias locais, mas interferindo também socialmente e culturalmente nas comunidades onde se instalou, inclusive em Belo Horizonte

“O valor socioeconômico cultural dessa indústria foi comprovado ao longo da sua história. O objetivo de abordarmos esse tema é trazer para o público a importância que ela teve, merecendo ser resgatada através de investimentos e do produto nacional, para que volte a ser competitiva. Ainda hoje, esse é o segundo segmento que mais emprega no país”, explica Marta Guerra, gestora do MUMO.

Ela lembra que, ao longo da exposição, serão promovidos debates e palestras para provocar novas discussões e propostas sustentáveis de incentivo ao setor, berço da indústria de Minas, que, juntamente com a siderurgia, trouxe o desenvolvimento para o estado.mumo_33voltas_claudiosantosUma programação cultural, que vai de 6 a 15 de dezembro, foi especialmente montada para a ocasião, e será realizada no museu, com entrada franca. “É um presente para a população no aniversário da cidade.

A cultura tem a obrigação de provocar mudanças e unir segmentos para influenciar novos comportamentos que sejam positivos para a sociedade. O Museu da Moda tem por obrigação pensar no futuro e seu papel no mundo contemporâneo, salienta Marta Guerra.

Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas de Oliveira, “um museu moderno de moda deve falar do acervo e da vanguarda, e sua força para o setor faz parte dessa política – guardar, proteger, divulgar e fomentar os novos profissionais da área, que têm no amparo da cultura um lugar essencial para a pesquisa e desenvolvimento da moda, além dos negócios. Tudo isso dentro do macroprojeto da FMC e da Belotur de incentivar a indústria criativa”.

 O protagonista da primeira mostra do MUMO será o tecido, elemento base da indústria da moda, com destaque para o algodão e a tecelagem plana. “Como o universo da indústria têxtil é muito amplo, resolvemos fazer um recorte focando o algodão. Estamos usando parte do acervo da Cedro Têxtil e do Museu de Artes e Ofícios – MAO, que foram emprestados para a montagem”, explica o curador da exposição, professor Antônio Fernando Batista Santos, doutor em Artes Visuais e coordenador do curso de Design de Moda da Fumec.

A responsável pela pesquisa foi a historiadora Doia Freire e projeto expográfico é do arquiteto Alexandre Rousset.mumo_33voltas_claudiosantos_05A ideia é contar a história por meio de mapas, gráficos e vídeos. Não faltarão referências à carta de Pero Vaz de Caminha, que comenta o uso de “panos enrolados ao peito” pelas mulheres, o que comprova que a indígena brasileira já usava o algodão em 1500, nem as observações do botânico Saint Hilaire sobre tramas, teares e tingimentos, em sua passagem por Minas Gerais. A maioria das casas tinha teares ou rocas de fiar.

Para completar, a cenografia de cada sala, composta por instalações, promete remeter o público a uma fábrica de tecidos, garante o curador. O projeto terá ainda iluminação assinada pela Interpam.

“Para a Cedro, que tem o algodão como principal matéria-prima, é muito gratificante poder compartilhar parte do seu acervo nessa primeira exposição do Museu da Moda, uma iniciativa que valoriza a cidade, a história e todo o mercado.

Esse resgate ajuda a vislumbrar o quanto avançamos ao longo de nossa trajetória de 144 anos para chegarmos ao patamar atual, como uma das principais indústrias da moda hoje”, comenta Marco Antônio Branquinho, presidente da empresa.

O evento conta com parceria master da Cedro Têxtil, parceria da Interpam Iluminação, apoio institucional do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, Museu de Artes e Ofícios, Sesi/Fiemg, Fumec, Una, Coreto Cultural, Formiga.

Origem do MUMO “O projeto do Museu da Moda surgiu há sete anos, no Museu Histórico Abílio Barreto – MHAB, quando começamos a juntar coleções de diversos períodos da história da cidade.

Em 2012, nasceu o Centro de Referência da Moda, que agora, transformado em museu, terá, além do acervo guardado no MHAB, sua própria reserva, e poderá abrigar mais peças”, explica Leônidas de Oliveira.mumo_33voltas_claudiosantos_01Entre as doações que foram feitas, na época, destacam-se as coleções de Priscila Freire, Luis Augusto de Lima, Marília Salgado, Laila Kierulff, Eny Vargas, Astrid Façanha e Alceu Penna, oferecida pela família do mineiro ilustrador da coluna As garotas do Alceu, na revista O Cruzeiro.

São cerca de 900 itens entre objetos, textual, bibliográfico e fotográfico. Alguns deles já foram apresentados em exposição no antigo CRModa, inclusive na mostra A Fala das roupas, que inaugurou a instituição.

Marta Guerra “acredita que o MUMO será um lugar de discussões, pesquisa e conhecimento, que terá em seu cerne a liberdade, a criatividade, a sustentabilidade e o livre acesso como bases essenciais para uma nova ordem social, construída com solidariedade e cooperação, não somente para a comunidade da moda, mas para toda a população de Belo Horizonte”.

Esse é também o pensamento de Leônidas de Oliveira: “A população com seu museu, poderá acompanhar tudo de forma democrática e ampla, formando público e conhecimento para a cidade do que é a moda, do que ela significa e de sua importância para Belo Horizonte”.

Exposição: =33 voltas em torno da terra – memória e raízes da indústria têxtil de Minas Gerais

Período: de 6 de dezembro/2016 a 30 de maio/2017

Local: MUMO – Rua da Bahia, 1.149 – Centro – Belo Horizonte

Entrada franca

Informações para imprensa: Salamandra Comunicação e Marketing

Jornalista responsável: Heloisa Aline

Fones: 31.99314.5366 / 3225.0850

salamandra.comunicacao@gmail.c om / @salamandracomunicacao

11
out

Look da Anita – Especial Minas Trend Preview

Olás! Quem andou acompanhando a semana por aqui e pelas redes sociais (É @anitabemcriada, segue lá!), viu que já cheguei de viagem empolgadíssima com o Minas Trend Preview.

Faço questão de conferir as últimas tendências, os burburinhos do mundo fashion, prestigiar nossas marcas mineiras e claro, ver novos talentos (inclusive tem um post bem completinho AQUI!).

E hoje trago o meu look escolhido para esta edição do MTP! Como contei lá no Instagram, esse ano não estava afim de me “enfeitar” para a semana de moda. Ando cansada dos exageros (de vestimentas e comportamentais!), muito vistos em semanas de moda… Um look clean é tão lindo, leve e fino, não acham?

Abusei mais uma vez das referências Navy, que vocês já sabem que sou fã, através da cartela de cores (marinho, branco e vermelho). A graça toda está na modelagem assimétrica da camisa (outra tendencia muito forte, vista muito lá fora!! #ficaadica). Ah! E teve votação no Instagram pra eleger o sapato (que inclusive me matou, mas tudo bem! haha)

E eu fui assim!

Fotografia: Roberto Benatti
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Look todo: Zara; Scarpin: Saks; Bolsa: Comprada em Arezzo (Itália); Batom: Lady Danger – MAC.