Fresca? Não! Bem criada.

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12
set

A liberdade é local! – LED no SPFW

Nos últimos anos conseguimos notar claramente o quanto o mercado local cresceu na cena mineira. Principalmente no campo das artes, fomentar o produto do vizinho, passou a ser não só uma tendência, mas também um ato político, onde comprar de quem faz é questionar todo um sistema enraizado no consumo desenfreado.

Melhor do que incentivar marcas que moram na nossa cidade, no nosso bairro ou na nossa rua, é ver elas alçarem voos e levar a mensagem de uma moda mais inclusiva e consciente para além dos limites do nosso estado.

A LED, do estilista Célio Dias, fez isso de uma maneira brilhante ao participar do projeto Top 5 do SEBRAE, que tem como objetivo incentivar microempreendedores de todo o país, acompanhando as marcas durantes 12 meses e auxiliando no desenvolvimento de coleções.

A segunda edição desse projeto tão importante, aconteceu com um desfile na 44ª edição do São Paulo Fashion Week, onde a mineira LED, levou toda sua liberdade para as passarelas, trazendo a tona a diversidade e o vestuário agênero, sempre presentes na identidade da marca.

Na coleção intitulada Mixórdia, Célio e sua equipe celebraram a independência sem rótulos através de cores vibrantes e a mistura entre o feito a mão de Minas e materiais industriais com referências do street wear. Com o styling assinado por Maria Cândida, a produção dos looks contou com calçados de Tatiana Marques, bolsas da marca colaborativa Diwo e acessórios da Box 19, todos orgulhosamente mineiros!

Ter a LED cruzando fronteiras geográficas e se apresentando para o mundo é ver acontecer a renovação de uma identidade local. Para a moda daqui, que muitas vezes se firmou no tradicional, um banho de frescor é mais que bem vindo! Obrigada Célio, por nos lembrar que ser diferente é lindo! Vai planeta! 

Fotos: Breno da Matta

 

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

23
ago

Direitos e Acessibilidade do Passageiro

Os principais direitos do passageiro com necessidade de atendimento especial estão previstos em um guia publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com apoio da Secretaria de Direitos Humanos e da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Presidência da República.

Desenvolvido com base na Resolução nº 280/2013 da ANAC, o Guia de Direitos e Acessibilidade do Passageiro apresenta as regras de acessibilidade que devem ser respeitadas desde a chegada do passageiro com necessidade de atendimento especial nos aeroportos brasileiros até o momento do embarque e desembarque, bem como esclarece em que consistem os deveres das administrações aeroportuárias e das companhias aéreas na garantia do atendimento eficiente aos passageiros que se encontrem nessa situação em todas as etapas da viagem.

Quais são esses direitos?

Em primeiro lugar, é importante dizer que a Resolução da ANAC estabelece credenciais de qualidade e prioridade no atendimento aos passageiros que necessitam de assistência especial, quais sejam, pessoas com deficiência, com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas por criança de colo, pessoas com mobilidade reduzida e aquelas que, por alguma condição específica, tenha limitação na sua autonomia como passageiro.

Fica vedado à companhia aérea limitar a quantidade de passageiros com necessidade de assistência especial a bordo. A companhia deve solicitar, no momento da compra da passagem, informações do passageiro sobre a necessidade de acompanhante, ajudas técnicas, recursos de comunicação e outras assistências.

O passageiro com necessidade de assistência especial deve apresentar-se para o check-in com a antecedência exigida para os demais passageiros. Ao chegar ao aeroporto, ele deve identificar-se aos atendentes da companhia aérea, que a partir desse momento devem prestar atendimento prioritário para check-in e assistência para despacho de bagagem, deslocamento até a aeronave, embarque na aeronave, acomodação no assento, acomodação da bagagem de mão, assistência para usuário de cão-guia, condução ao sanitário, desembarque do viajante, transferência ou conexão entre voos, deslocamento até a área de restituição de bagagem, recolhimento da bagagem despachada, saída da área de desembarque e acesso à área pública.

A administração do aeroporto está responsável por disponibilizar os equipamentos necessários para embarque e desembarque em aeronaves cuja altura de acesso exceda 1,60m. Passageiros em cadeiras de rodas ou transportados em maca devem embarcar preferencialmente pelas pontes de embarque, por equipamento de ascenso e descenso (ambulift) ou rampa. Caso a aeronave seja de menor porte, podem ser usados outros equipamentos, desde que garantam segurança e dignidade do passageiro.

Jamais o passageiro com necessidade de atendimento especial poderá ser carregado manualmente nos procedimentos de embarque e desembarque, salvo em situações excepcionais de emergência e evacuação da aeronave.

Além disso, as companhias aéreas devem transportar a ajuda técnica empregada para a locomoção do passageiro, sem cobrar por isso. A gratuidade, no entanto, está limitada a uma peça (cadeira de rodas, andadores, muletas, bengalas, cadeira bebê conforto, entre outros).

Nos casos em que o passageiro viajar em maca ou incubadora, não tiver o necessário discernimento para entender as instruções de segurança de voo, ou quando não puder atender às suas necessidades fisiológicas sem assistência, a companhia aérea deve providenciar acompanhante, sem cobrança adicional, ou exigir a presença do acompanhante de escolha do passageiro e cobrar pelo assento do acompanhante até 20% do valor do bilhete aéreo adquirido pelo passageiro. Nesse caso, o acompanhante deve viajar na mesma classe e em assento adjacente ao do passageiro, ser maior de 18 (dezoito) anos e possuir condições de prestar auxílio nas assistências necessárias.

Para aqueles que precisam utilizar cão-guia, é importante saber que o transporte desse companheiro deve ser gratuito, com acomodação no chão da cabine da aeronave, em local próximo ao dono.

Registra-se que as administradoras dos aeroportos devem disponibilizar ao público as informações relativas aos direitos de passageiros com necessidades de assistência especial.

As empresas aéreas e as administradoras dos aeroportos estão sujeitas a multas de R$ 10 mil a R$ 25 mil caso descumpram as regras de acessibilidade previstas.

E, caso seus direitos não sejam respeitados, você pode entrar em contato com os seguintes órgãos: Ouvidoria da companhia aérea prestadora do serviço; Ouvidoria da administradora do aeroporto; ANAC (163); Disque 100 – Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos; órgãos de defesa do consumidor, a exemplo dos Procons; Poder Judiciário; Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Conade; e Defensoria Pública do seu Estado.

A Acessibilidade é um atributo essencial que deve estar presente em qualquer espaço, pois garante a melhoria da qualidade de vida. Infelizmente, apesar de ser um tema tão importante, ainda é muito pouco difundido. Precisamos mudar a atual cultura e possibilitar o acesso pleno e irrestrito aos espaços para todos. Ajude a divulgar esses direitos!

Para ter acesso ao Guia, você pode clicar aqui.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

08
ago

Tudo sobre a Serra Gaúcha!

Serra Gaúcha é uma excelente opção de destino! Capazes de agradar os mais variados perfis de turistas, as cidades de Gramado e Canela contam com um climinha europeu, fazendo com que você realmente chegue a esquecer que está no Brasil! Ambas estão localizadas a aproximadamente 100 km de Porto Alegre. Optamos pela hospedagem em Gramado, por isso alugamos um carro e seguimos direto do aeroporto, em uma viagem que durou cerca de duas horas.

Gramado já mostra um pouquinho do seu encanto logo na entrada. Vale a pena dar uma parada rápida para bater aquela foto oficial do pórtico da cidade.

Centro de Gramado

Um passeio pelo centro de Gramado é muito agradável! Lá você vai passar por diversos pontos turísticos, que ficam bem próximos uns dos outros: rua coberta, Palácio dos Festivais, Igreja Matriz de São Pedro, Praça das Etnias e rua torta. Na famosa rua coberta, há restaurantes e cafés.

Igreja Matriz de São Pedro tem a estrutura montada em pedra basílica e demorou 8 anos para ser construída. A torre da Igreja tem 46 metros. Ao lado dela, está a Fonte do Amor Eterno, onde os casais apaixonados prendem cadeados gravados com seus nomes. Dizem que a fonte foi inspirada na romana Fontana di Trevi.

A super charmosa Rua Torta fica na Avenida Borges de Medeiros, em frente à Praça das Etnias. Na verdade, essa é a Rua Emílio Sorgetz, mais conhecida apenas como rua torta. Vale a pena ir até lá, a rua é uma graça e lembra bastante um cantinho europeu!

 Snowland

O Snowland é o primeiro parque de neve indoor das Américas, tem 16 mil metros quadrados, sendo 8,1 mil m² dedicados à neve. A capacidade de visitação é de até 3,5 mil pessoas por dia. O parque divide-se em dois ambientes. A Montanha de Neve conta com uma pista de 120 metros de extensão, onde você pode esquiar, praticar snowboard, descer no Tubing, entre outras atrações. O segundo ambiente é o Vilarejo Alpino, que remete aos vales suíços, com minicentro comercial e outras atrações, como patinação no gelo, simulador 7D, SnowKids e uma praça de alimentação com vista para a pista de esqui/snowboard. Vale destacar também o Espaço Família, que disponibiliza fraldário e ambiente para amamentação, com microondas e chaleira elétrica.

Esse é um passeio voltado para crianças e adolescentes, mas os adultos também se divertem. Para a prática de esqui e snowboard é necessário agendamento no dia da visita ao parque, por isso é indicado chegar cedo para garantir a aula. Se você quiser aprender a esquiar ou andar de snowboard, saiba que o Snowland oferece aulas. Você pode comprar seu ingresso aqui.

 Lago Joaquina Rita Bier

Trata-se de um lago artificial com 17 mil metros quadrados rodeado por araucárias com mais de 70 anos, charmosas casas e hotéis. Esse é um lugar bastante propício para andar de bike, caminhar, correr, ou até mesmo fazer um piquenique. Nesse lago, durante os festejos de Natal, é realizado o espetáculo Nativitaten.

Lago Negro

O Lago Negro é um dos lugares mais agradáveis para passear em Gramado! Trata-se de um lago artificial construído em 1953, após um incêndio que arrasou a mata existente no local. Leopoldo Rosenfeldt, idealizador deste lago e do Lago Joaquina Rita Bier, decidiu importar árvores da Floresta Negra da Alemanha para formar o paisagismo ideal, daí a razão desse ar europeu.

O Lago Negro tem uma cor verde escura que reflete a imagem dos pinheiros na água. Ao redor do lago, tem uma trilha para caminhadas. O passeio nos pedalinhos em formato de cisnes agrada as crianças (e os adultos também!). Os patinhos nadando no lago são um charme à parte!

Mini Mundo

Mini Mundo é um parque ao ar livre formado por réplicas de prédios de várias partes do mundo. Juntas, formam uma cidade em miniatura, onde tudo é 24 vezes menor do que a realidade. O parque conta com local para alimentação, lojas temáticas e espaço infantil.

Recomendo a visita apenas se você for viajar com crianças. Para adultos, penso que não vale a pena.Se você não tiver muito tempo disponível de viagem, sugiro conhecer outras atrações.

Parque do Caracol e Parque da Serra

Parque do Caracol conta com um mirante, um observatório ecológico, trilhas, e algumas lojinhas. Mas se você preferir curtir o visual da Cascata do Caracol com mais conforto, sem a necessidade de encarar trilhas e escadas, uma excelente opção é o Parque da Serra, localizado a 500 metros do Parque do Caracol, na estrada que leva ao Parque da Ferradura.

No Parque da Serra está o moderno teleférico de tecnologia suíça, com 12 bondinhos aéreos, para até oito pessoas. O passeio começa na Estação Central, onde acontece o embarque e desembarque. O local possui área de alimentação, lojas de souvenirs e um mirante que permite uma vista incrível do vale a 60 metros de altura.

Também é interessante descer na Estação Animal, parte mais elevada do empreendimento, onde estão um mirante e trilhas de 230 metros com placas de identificação das árvores ao longo do percurso. Lá também está o Espaço das Esculturas que Falam, com cerca de 85 peças talhadas em madeira pelo artista plástico Masaharu Hata. As esculturas reproduzem a aparência e o som dos animais.

Descendo novamente de bondinho, você chegará na Estação Cascata, um cenário espetacular que tem como pano de fundo a Cascata do Caracol que, com uma queda de 131 metros de altura, impressiona pela beleza. Sua nascente fica na área urbana de Canela e deságua no Rio Caí, a 5 km do parque. Visto de cima, o rio tem o formato de um caracol, por isso surgiu o nome da cascata. Esse é um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil.

Parque da Ferradura

Outro parque maravilhoso e imperdível em Canela, um dos lugares mais bonitos que já vi! O Parque da Ferradura tem vários mirantes, esse aí é apenas um deles. Para chegar lá embaixo, onde estão a cachoeira e o rio Caí, precisa ter fôlego. A trilha leva, em média, uma hora. Para voltar, você pode fazer o caminho da ida ou escolher uma trilha alternativa, mais light.

Vinícolas

Quem vai à Serra Gaúcha não pode deixar de visitar alguma vinícola. Escolhemos três para visitar com direito a tour guiado: RavanelloCave de Pedra e Casa Valduga.

Ravanello é uma pequena produtora de vinhos que iniciou, em 2005, o empreendimento vitivinícola na propriedade adquirida em 1987. As primeiras vinificações, em 2008 e 2009, ocorreram na vinícola da Embrapa, em Bento Gonçalves.

A vinificação no estabelecimento da Vinícola Ravanello iniciou em fevereiro de 2010. Os 2,4 hectares de vinhedos estão localizados junto à vinícola, em Gramado, às margens da rodovia. A visitação é bem legal, pois dá ideia de como as pequenas vinícolas participam do mercado, além de proporcionar uma volta pelos lindos parreirais. Fomos super bem recebidos pelo proprietário e pelo enólogo.

Cave de Pedra está localizada em Bento Gonçalves, na região do Vale dos Vinhedos.  Sua sede é um castelo belíssimo, em estilo medieval, construído em basalto para favorecer a manutenção de temperaturas amenas, necessárias para o amadurecimento de vinhos e espumantes.

Casa Valduga é a maior cave de espumantes da América Latina. A degustação das variedades de vinhos e de espumantes acontece ao longo de toda a visita, com explicações a respeito do processo de elaboração. Se você tiver tempo, aproveite para almoçar no restaurante da Casa Valduga, onde é servido um rodízio de massas muito bom!

Hospedagem

Ficamos hospedados no Modevie Boutique Hotel, que é IMPECÁVEL! Atendimento britânico, quarto charmoso e aconchegante, produtos da Trousseau, decoração moderna e clean. Está bem localizado, no centro de Gramado, a poucos metros da Igreja Matriz, Rua Coberta e Palácio dos Festivais.

O café da manhã é completíssimo e servido das 7 até às 13 horas. Você pode desfrutar das delícias preparadas pelo Modevie no Terraço, com uma vista privilegiada do centro de Gramado sobre a Avenida Borges de Medeiros.

 

O Modevie conta ainda com um bar e uma adega de vinhos com mais de 30 anos de tradição no centro de Gramado. O espaço oferece os melhores queijos, salames, copas e embutidos da Serra Gaúcha, além de espumantes, champagnes e uma delicatessen com produtos gourmet. A loja fica aberta diariamente das 10h às 20h.

Você também pode aproveitar para relaxar no Spa do hotel. São oferecidas terapias corporais e faciais, massagens relaxantes, banhos energizantes e tratamentos faciais assinados pelo renomado Kurotel Centro Médico de Longevidade e SPA.

O Modevie ainda coloca à disposição dos hóspedes bicicletas novíssimas! Recomendo um passeio de bike pela cidade, no mais puro estilo holandês. Além disso, toda a equipe do hotel é extremamente educada e simpática. A atenção aos hóspedes é total.O Modevie esbanja charme e conforto.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

02
ago

A roupa e eu – liberdade para vestir

Desde que me entendo por gente, a moda está presente na minha vida. Não porque tenho família ligada a área ou coisa do tipo, mas porque de alguma forma percebi que roupa é sinônimo de voz e identidade.

O meu armário acompanhou de perto as fases mais intensas (muitas delas carregadas de um bom drama teen) e as rebeliões mais fugazes que vivi dentro de mim. E durante esses períodos transitórios foi que aos poucos criei meus gostos, coletei minhas referências e entendi que a moda poderia ir além do hobbie.

E por talvez ter acumulado uma bagagem tão expressiva, vez ou outra sou parada na rua ou questionada por parentes sobre algum tipo de definição para o meu modo de vestir. Os comentários são bem variados mas sempre respondidos com bom humor.

Porém receber tais reações de forma quase que diária, me colocam em uma reflexão sobre a necessidade incessante que temos de buscar essas definições para as outras pessoas e até para nós mesmos. A própria indústria da moda em toda a sua história nos induziu a buscar esses padrões e a nos despertar a vontade de querer se encaixar em algum tipo de forma.

E é aí que comecei a entender que esse papo de pertencer a um rótulo não tem muito a ver com a moda que acredito e que me apaixonei lááá atras. Quando eu penso em roupas, não as enxergo como objetos utilitários, mas sim como uma expressão de mim mesma. As combinações que faço, os truques de styling, as frases nas camisetas e os mais diversos detalhes, todos falam um pouco sobre quem eu sou.

Mas acho importante esclarecer que nada que me veste é permanente. Os gostos mudam, as fases se vão, as roupas ganham outras leituras e as mensagens também! A graça da moda está na sua fluidez! O sentido que a roupa faz fica claro quando olho as fotos do passado (por isso a importância de fotografar os looks do dia) e percebo minha constante evolução.

Abrir o armário todos os dias e me vestir sem o compromisso de ter que ser quem fui ontem e sem saber quem serei amanhã é desafiante sim, mas também é sinônimo de liberdade. A relação que construo com a moda é de parceria! Ela compreende e acompanha, ultrapassando os rótulos da idade, do tamanho, da estética. A moda que acredito não escraviza, nem limita, ela te impulsiona adiante, sempre!

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

23
jul

Jericoacoara – dicas imperdíveis!

Oi pessoal! Hoje trago para vocês dicas imperdíveis sobre Jericoacoara, praia localizada no litoral
do Ceará pela qual sou apaixonada. Aliás, estou longe de ser a única que adora curtir esse lugar
incrível! Todos meus amigos que já foram em Jeri falam super bem de lá!

Chegar em Jeri não é tarefa fácil. Requer tempo e disposição, mas compensa. O aeroporto de
Fortaleza, que está a aproximadamente 300 quilômetros de distância, é o mais próximo de Jeri. O
tempo de viagem entre essas duas cidades varia conforme o meio de transporte escolhido e a forma
como será feita, pois é possível ir direto ou parando nas praias pelo caminho.

Quando fui, fiquei com dúvidas a respeito do meio de transporte ideal para chegar lá. Você pode ir
de Fortaleza para Jeri de van, 4X4, helicóptero, ou alugar um carro. Os serviços de transfer podem
ser privativos ou compartilhados. Depois de pesquisar preços e condições, utilizamos o serviço de
concierge do cartão MasterCard Black e contratamos o serviço de van compartilhada, o que foi
feito pela Tam Viagens. Na época, foi o melhor custo-benefício. Claro que o percurso de 4×4 pelas
praias deve ser sensacional! Mas o preço para um casal somente não era dos melhores. Talvez essa
seja uma boa opção para quem viaja acompanhado de mais pessoas, a fim de diluir o valor cobrado.
De helicóptero, então, nem se fala! Embora seja muito caro, é a opção mais rápida, o percurso leva
somente uma hora.

O transfer que escolhemos foi feito com uma van executiva até o município de Jijoca. Lá é preciso
trocar de veículo e pegar uma Toyota jardineira (4×4). Esse tipo de viagem leva em média seis
horas, sem parar para conhecer as praias que estão ao longo do caminho. As saídas ocorrem
diariamente, bem cedinho pela manhã, dos hotéis ou do aeroporto de Fortaleza. O percurso é muito
tranquilo, embora demorado. O ponto de encontro para trocar de veículo em Jijoca é um posto de
gasolina, onde é possível esticar as pernas e fazer um lanchinho rápido.

De Jijoca até a praia de Jeri demora aproximadamente uma hora. A gente vai sacolejando na
jardineira, mas é bem divertido!

O visual também é muito bonito, com dunas e mar. A parte desagradável é ter que passar nos hotéis antes do seu para deixar os demais passageiros. Mas, para a minha alegria, o nosso hotel foi um dos primeiros!

Quando chegamos no hotel e entramos na recepção, demos de cara com uma piscina linda e super convidativa! O dia estava ensolarado e eu desesperada para dar um mergulho no mar (coisas de brasiliense…rs). Ficamos hospedados no Blue Residence, cujo dono é o mesmo do Essenza. Aliás, eles ficam um ao lado do outro, bem na frente da praia, em uma localização privilegiada entre a famosa duna do pôr do sol e a rua principal de Jeri.

Assim que deixamos nossas bagagens no hotel fomos à belíssima duna do pôr do sol, a cinco minutinhos de caminhada tranquila do hotel. Subir na duna é um dos passeios imperdíveis em Jeri. 

Em Jeri, é muito comum ver alguém oferecendo passeios. Para quem está indo pela primeira vez, acredito que o ideal seja contratar um serviço desses com guia turístico. Afinal, o guia te busca no hotel,  em geral de buggy, e te leva para conhecer locais um pouco afastados da praia de Jeri.

Contratamos o passeio de buggy em uma das lojinhas da vila. Uma dica é não contratar no primeiro lugar que encontrar esse tipo de serviço. O mais indicado é dar uma volta, conversar com os bugueiros, comparar preços, sentir confiança no serviço oferecido e só depois contratar. Em geral, os preços dos passeios são a partir de R$ 180 por buggy para até 4 pessoas.

Escolhemos fazer o passeio que vai para Pedra Furada, praia do Preá, Lagoa do Paraíso e Lagoa Azul. Depois de conhecermos a Pedra Furada, o guia nos levou para a praia do Preá, onde tem a famosa árvore da preguiça. Em seguida, fomos conhecer a Lagoa do Paraíso. Lá comemos um peixinho na brasa bem gostoso e descansamos naquelas redes que ficam dentro da lagoa. Quando fomos em Jeri, nos disseram que fazia bastante tempo que não chovia por lá. A Lagoa Azul estava super seca. Fomos até lá para conhecer, mas nem chegamos a descer do buggy.

No dia seguinte, alugamos um quadriciclo para andar em direção ao lado oeste de Jeri. Da mesma forma que o outro passeio, esperamos o guia no hotel. A diferença é que o guia vai na frente dirigindo uma moto e nós vamos atrás no quadriciclo. Entramos no Parque Nacional de Jeri e seguimos em direção a Mangue Seco, uma vila de pescadores com um lago, onde é possível fazer um passeio de barco e ver cavalos marinhos. Continuamos pela praia e chegamos em Guriú, outra pequena vila de pescadores, próxima à margem de um rio. Nesse local, é possível atravessar o rio e chegar em Tatajuba. Decidimos não atravessar e aproveitar para andar de quadriciclo, apreciando aquele visual de praia quase deserta.

Para quem é fã de esportes, em Jeri não faltam opções! A praia é considerada uma das melhores para a prática do kitesurf e windsurf, já que o vento é constante. Além disso, você pode alugar pranchas de surf e de stand up paddle, e até se jogar na roda de capoeira que rola nos finais de tarde. 

Quantos à gastronomia local, vou confessar que a gente passou a semana inteira jantando no mesmo restaurante, o Tamarindo. E não era por falta de opção! Além da comida super saborosa, o ambiente é aconchegante, com um estilo romântico, e o atendimento impecável. Super indico!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.