Fresca? Não! Bem criada.

Tag: fashionista

17
nov

Petitas da semana!

Mais uma semaninha chegando ao fim e trago para vocês o segundo post sobre os calçados que eu mais amo e uso no momento! Os sapatos Petitas!!

Eles têm me acompanhado diariamente e nas mais variadas ocasiões! Com o conforto já característico da marca, eu posso passar horas em cima do salto que não me canso!

Nas produções de hoje trago a tendência “minimal” das sandálias de tira! Não é atoa que elas são hit já há algumas temporadas:  Possuem duas tirinhas – uma que envolve os dedos e outra nos tornozelos. Sexy e sofisticada na medida, faz muito sucesso no verão, já que deixam os pés totalmente à mostra!

Fotos: Gui Barros

Look: H&M ; Primark ; Carol Gregori e Sapatos Petitas

Look: Zara, Primark, TopShop, Sapatos Petitas

04
nov

Look da Anita

Há alguns dias atrás foi o lançamento da primeira loja da PopUp Store em BH e este foi o look que escolhi para a festa! Ele é composto por uma camisa estilo bata que eu resolvi usar com esta saia bem pouco óbvia, dando um efeito lindo, leve e fluido, a cara do verão!

Começamos a fotografar no fim da tarde, mas com a chegada da noite e mudança de luz, o look ganhou nova personalidade e eu que já estava amando, apaixonei ainda mais!

Fotos: Gui Barros

Look: PopUp Store

27
out

Look da Anita

Desde sempre fui encantada com peças em alfaiataria. Com um bom corte e o tecido certo, não há look que passe desapercebido! Tendo isso em vista, de uns tempos pra cá tenho me jogado cada vez mais nesse universo de elegância e estilo!

Na produção de hoje, além da alfaiataria, trago outra tendência apaixonante e que voltou com tudo nas últimas temporadas: o conjuntinho! Em linho, ele não só trás uma informação chique ao look, como é extremamente confortável!

Foto: Gui Barros

 

Look: Jardin

06
out

Look da Anita

Se tem uma peça que adotei definitivamente para o meu guarda roupa, foi o casaqueto! Esse estilo de casaco mais delicado e ao mesmo tempo mais alinhado, cai bem desde o ambiente de trabalho até ocasiões mais descontraídas!

Além de dar todo aquele tchan na produção, eles também são coringas para dias um pouco mais frios. Exemplo disso foram os meus looks da viagem para a Escócia, onde essa peça chave me acompanhou em diversos dias!

Hoje, trago para vocês mais um look que montei com os casaquetos incríveis da Janaína Soleo para Attualitá Maglieria. Dessa vez juntando essa nova paixão com uma outra já antiga: a calça flare!

Fotos: Gui Barros

Calça: TVZ; t-shirt: Forever 21; Casaqueto: Janaina Soleo para @attualitamaglieria; sandália: Arezzo: bolsa: Another Chance

14
set

Onde a moda encontra a rua

Você conhece aquela expressão “como unha e carne”, que usamos quando nos referimos a pessoas que são muito próximas? Pois bem, é dessa forma que podemos definir a relação entre moda e rua.

Esse amor antigo surgiu por volta da década de 60, passou pelos guetos de Nova York anos mais tarde e perdura até os dias de hoje, servindo de inspiração para os estilistas mais badalados e para nós, pessoas (in)comuns, a procura de novidades. fashion1Uma onda de liberdade nos anos 60 mudou para sempre a relação dos jovens com a moda. Influenciados pelas obras do movimento Beat, a juventude passou a trocar os bares e pubs dos anos 50 pelas ruas e uma nova consciência de consumo começou a surgir.

O mercado, sempre atento às grandes mudanças, passou a produzir roupas diretamente para o público mais novo. Foi a primeira vez na história em que o vestuário jovem se desvinculava do adulto. A moda passou a acompanhar a movimentação das ruas –  a onda pacífica no final da década – e, principalmente, passou a entender que se vestir estava cada vez mais associado ao comportamento de cada pessoa.
fashion2Exemplo de toda a revolução sessentista das ruas: a mini saia. A peça até hoje é enxergada como símbolo de contestação e empoderamento.

Outro acontecimento importante na época, que consolidou de vez a relação moda e rua, foi a abertura da loja de Yves Saint Laurent, na Rive Gauche (margem esquerda do rio Sena-Paris, região marcada por forte cena boêmia e frequência de intelectuais). Até então, tal estilista se comunicava apenas com a parte burguesa e conservadora da cidade, de forma que, ao propor um diálogo com uma moda mais popular, consagrou-se de vez como artista, criando o icônico vestido Mondrian e propondo o smoking como peça do vestuário feminino.

Na década seguinte, o cenário muda e temos Nova York dividida em cinco bairros e uma grande repressão da classe trabalhadora que vivia nos guetos. Como forma de resistência, cada uma das regiões afetadas (Brooklyn, Harlem, Bronx) encontrou na forma de vestir uma identidade que as diferenciava do restante da sociedade. Junto a esse empoderamento através do estilo, surgiam as primeiras batalhas de rap, o break dance e toda a cultura negra que veio a se tornar o hip hop.
fashion3O clássico estilo das ruas em 1983. Foto: Jamel Shabazz

Os anos 80 vieram para consolidar esse movimento. Grupos como RUN-DMC passaram a fazer sucesso nas rádios, com suas letras que cultuavam modelos de tênis Adidas e outras marcas de luxo da época. Nesse momento, surgia a forte relação entre a publicidade e a música, o que afetou a moda. Dali em diante, as grandes grifes passaram a ser indiretamente difundidas por artistas negros e de origens humildes.

Esse fato, consequentemente, revolucionou o perfil do público consumidor e democratizou o status que suas peças transmitiam. Além disso, a cultura hip hop foi pioneira na parceria entre marcas esportivas conceituadas e não atletas.

Ao longo dos anos que se passaram, a rua ficou entendida como local de revolução e contestação. A roupa, símbolo do tempo em que está inserida, se tornou a armadura para quem ali estivesse. O hip hop abriu espaço para que, nos anos 90, outras culturas chegassem ao asfalto e falassem sobre seu ponto de vista.

fashion4Chanel Verão 2015 levou, literalmente, as ruas para a passarela. Foto: IMAXtree

Com a internet acessível para as massas, variados estilos e perfis que se encontravam nas ruas começaram finalmente a se misturar. Uma pessoa que, antes, pertencia a um único movimento, hoje leva consigo referências de diferentes culturas, gostos e locais.

A moda de rua, que agora chamamos de Street Style, ganhou espaço no universo fashion, adentrou as passarelas, inundou os blogs e afirmou em alto e bom tom que veio para ficar.

Onde a moda encontra a rua, uma revolução acontece.

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.