Fresca? Não! Bem criada.

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01
out

Milão Fashion Week, verão 2019 – O que teve?

Conhecida por ser uma das cidades que mais inspira moda no mundo, Milão sedia duas vezes ao ano a fashion week mais glamourosa de todas! A temporada de verão 2019 teve seu inicio no dia 19 de setembro e foi até o dia 25 do mesmo mês.

O glow entorno desse evento especificamente dá-se pelos desfiles de marcas como Dolce & Gabbana, Fendi e Prada, que fazem parte do imaginário de todas as mulheres aficionadas com o tema!

Dando continuidade à cobertura das principais semanas de moda na gringa, hoje trouxemos um pouco do que foi a Milão Fashion Week – verão 2019. Vale a pena conferir!

Dentre as inúmeras tendências desfiladas nessa temporada, algumas se mostram mais marcantes que outras, o exemplo disso são as bermudas, principalmente no modelo ciclista. Marcas como Roberto Cavalli, Prada e Dolce & Gabbana apostaram na peça que já é o novo hit polêmico do cenário.

 

 

As listras compõem o time de estampas clássicas que se renovam e se reinventam a cada fashion week, dessa vez elas aparecem na horizontal e em uma cartela de cores cheia de vida, fazendo alusão ao universo jovem dos anos 90. A Versace surpreendeu apresentando esse estilo mais teen e menos sensual.

Assim como em Nova York, o branco assumiu o posto de neutro favorito em Milão. No desfile da Fendi ele apareceu como uma opção elegante combinada ao então polêmico marrom. Já no desfile da Prada, o branco fez conjunto com o nude: sofisticação pura!

E para encerrar esse panorama sobre a Milão Fashion Week, a Dolce & Gabbana surpreendeu com um desfile repleto de diversidade, formatos de famílias variados e celebridades como Carla Bruni, Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine.

Alguns críticos acreditam que montar um casting mais abrangente é uma resposta do marketing da marca às declarações polêmicas proferidas por Stefano Gabbana no inicio do ano. Sendo isso um pedido de desculpas ou uma jogada comercial, a passarela ficou muito mais bonita e real!

 

22
ago

A moda escocesa e sua influência

É inevitável estar em um lugar diferente, diante de costumes que muitas vezes não são os nossos, e não ficar contemplando os hábitos das pessoas que vemos nas ruas. Nessa minha imersão na cultura escocesa não seria diferente. Por onde passo vejo lojas típicas com os famosos kilts nas vitrines e pessoas que carregam elementos gaélicos em sua vestimenta.

E boa curiosa que sou, decidi ir um pouco mais a fundo e pesquisar sobre a história da moda escocesa e de suas influências. Obviamente, vou compartilhar tudo isso com vocês por aqui! Vem comigo?Os kilts são saias tipicamente escocesas, pregueadas na parte de trás e transpassadas na parte da frente. Eles foram originalmente destinados aos homens guerreiros dos clãs das terras altas. Cada tartã (ou tartan, padrão quadriculado e xadrez) dessas vestimentas representa uma família específica, como os clãs Stewart, Fraser e tantos outros.

A tradição diante desse traje é tão forte, que se perpetuou ao longo dos séculos e inspirou não só o povo gaélico, mas também o universo da moda. A estampa xadrez é sem dúvidas uma das mais famosas do mundo e junto da estética da peça em questão, já foi tema de coleção de diversos estilistas.

A aparição mais icônica da influência escocesa na indústria fashion foram os looks vestidos por Alexander McQueen e Sarah Jessica Parker no tapete vermelho do também tradicional Baile do Metropolitan Museum of Art em 2006. Com a maestria do estilista, a dupla surgiu vestindo o tartã por cima de um vestido e de um smoking, quando o tema da festa era a tradição e a transgressão britânica na moda.

Nas passarelas um dos desfiles mais memoráveis em que o xadrez escocês imperou, foi a temporada de inverno 2013 da marca italiana Moschino. A estampa aparece em terninhos, blazers, conjuntos e vestidos, acompanhada de outras referências da cultura britânica, como os uniformes dos guardas reais ingleses.

Por fim e um pouco mais perto de nós, Glória Coelho já vem flertando com a cultura escocesa desde os anos 90. Declaradamente fã do universo gaélico, a estilista apresentou sua coleção pre-fall de 2016 mergulhando em ícones da Escócia como trajes de guerra medievais, aquela bolsinha que se usa na frente dos kilts e os próprios tartãs em uma releitura através de sua famosa alfaiataria futurista.