Fresca? Não! Bem criada.

Tag: street style

15
ago

Looks da Anita

Depois de um tempinho fora do ar devido a correria diária, férias e viagens, hoje volto com os posts aqui no site sobre os meus looks mais elaborados, mais planejados e que levam uma boa mistura entre meu gosto pessoal e as tendências da estação.

Para quem ainda não conferiu algumas dessas produções lá no Instagram, deixo aqui algumas inspirações para ousar e se vestir nesse finalzinho de inverno!

Fotos: Gui Barros

 

 

27
jul

Como usar blazer boyfriend

Dentre as peças curingas que não podem faltar no guarda roupa, o blazer é aquela que tem a habilidade de deixar qualquer look mais elegante, mais esguio e também mais quentinho.

E nessa onda de looks que inspiram conforto, o blazer estilo boyfriend volta a protagonizar o street style e as passarelas.

Essa modelagem mais larga, mais comprida e com ombros bem marcados, nos remete aos anos 80 e traz combinações pra lá de modernas feitas com calça jeans, vestidos e botas.

Para quem procura inspirações para pegar emprestado o blazer do pai, do namorado ou do marido, hoje trouxemos algumas imagens que vão te ajudar a montar o look perfeito usando o essa peça! Vem com a gente?!

27
jun

Tênis Balenciaga – o fashion hit da vez!

No início do ano passado a marca Balenciaga lançou o primeiro modelo do que viria a ser um hit entre os fashionistas de todo mundo: o tênis que ficou conhecido como “ugly shoe” (sapato feio), possui referências dos anos 90 e de esportes como basquete e corrida.

Mas se esse calçado ficou conhecido por ter um aspecto feio, por que vêm fazendo tanto sucesso?

Bom, para essa pergunta, existem um conjunto de respostas. Primeiramente, a Balenciaga passou por momentos de incerteza e troca de direção criativa em 2015. Com a saída de  Nicolas Ghesquière que foi para a Louis Viutton, quem assumiu o cargo foi o estilista Damna Gvasalia, fundador da insider Vetements.

Damna, revitalizou a marca e trouxe para ela uma pegada normcore bem direta, tão presente em seu DNA como artista. Desde sua entrada, criou peças como a polêmica sandália Crocs com plataforma e também o visual com inúmeras camadas de casacos que viralizou na internet.

A intenção do estilista é exatamente provocar conflito diante de peças que causam estranheza com sua estética, sendo comercializadas em uma das maiores maisons do mundo. A ideia é reafirmar o poder que a logo e o status imprimido à marca possuem. Usar um item Balenciaga é agregar uma informação de moda completamente fresh ao look, mesmo que seja controverso.

Além da logomania, o estilo robusto dos tênis em questão, é também um atrativo que o torna queridinho entre os amantes do street style. A vibe diretamente dos anos 90, que remete aos calçados esportivos utilizados na época, faz com que esse modelo de US$850 esgote em minutos e seja reproduzido por diversas outras marcas ao redor do mundo.

Recentemente, a marca brasileira Schultz lançou sua versão do ugly shoe e já é sucesso mesmo na pré-venda.

E se você ainda está em dúvida se o tênis Balenciaga é mesmo sucesso, deixamos aqui algumas inspirações de como usa-lo e de como transformar o look com esse sapato statment!

 

 

14
set

Onde a moda encontra a rua

Você conhece aquela expressão “como unha e carne”, que usamos quando nos referimos a pessoas que são muito próximas? Pois bem, é dessa forma que podemos definir a relação entre moda e rua.

Esse amor antigo surgiu por volta da década de 60, passou pelos guetos de Nova York anos mais tarde e perdura até os dias de hoje, servindo de inspiração para os estilistas mais badalados e para nós, pessoas (in)comuns, a procura de novidades. fashion1Uma onda de liberdade nos anos 60 mudou para sempre a relação dos jovens com a moda. Influenciados pelas obras do movimento Beat, a juventude passou a trocar os bares e pubs dos anos 50 pelas ruas e uma nova consciência de consumo começou a surgir.

O mercado, sempre atento às grandes mudanças, passou a produzir roupas diretamente para o público mais novo. Foi a primeira vez na história em que o vestuário jovem se desvinculava do adulto. A moda passou a acompanhar a movimentação das ruas –  a onda pacífica no final da década – e, principalmente, passou a entender que se vestir estava cada vez mais associado ao comportamento de cada pessoa.
fashion2Exemplo de toda a revolução sessentista das ruas: a mini saia. A peça até hoje é enxergada como símbolo de contestação e empoderamento.

Outro acontecimento importante na época, que consolidou de vez a relação moda e rua, foi a abertura da loja de Yves Saint Laurent, na Rive Gauche (margem esquerda do rio Sena-Paris, região marcada por forte cena boêmia e frequência de intelectuais). Até então, tal estilista se comunicava apenas com a parte burguesa e conservadora da cidade, de forma que, ao propor um diálogo com uma moda mais popular, consagrou-se de vez como artista, criando o icônico vestido Mondrian e propondo o smoking como peça do vestuário feminino.

Na década seguinte, o cenário muda e temos Nova York dividida em cinco bairros e uma grande repressão da classe trabalhadora que vivia nos guetos. Como forma de resistência, cada uma das regiões afetadas (Brooklyn, Harlem, Bronx) encontrou na forma de vestir uma identidade que as diferenciava do restante da sociedade. Junto a esse empoderamento através do estilo, surgiam as primeiras batalhas de rap, o break dance e toda a cultura negra que veio a se tornar o hip hop.
fashion3O clássico estilo das ruas em 1983. Foto: Jamel Shabazz

Os anos 80 vieram para consolidar esse movimento. Grupos como RUN-DMC passaram a fazer sucesso nas rádios, com suas letras que cultuavam modelos de tênis Adidas e outras marcas de luxo da época. Nesse momento, surgia a forte relação entre a publicidade e a música, o que afetou a moda. Dali em diante, as grandes grifes passaram a ser indiretamente difundidas por artistas negros e de origens humildes.

Esse fato, consequentemente, revolucionou o perfil do público consumidor e democratizou o status que suas peças transmitiam. Além disso, a cultura hip hop foi pioneira na parceria entre marcas esportivas conceituadas e não atletas.

Ao longo dos anos que se passaram, a rua ficou entendida como local de revolução e contestação. A roupa, símbolo do tempo em que está inserida, se tornou a armadura para quem ali estivesse. O hip hop abriu espaço para que, nos anos 90, outras culturas chegassem ao asfalto e falassem sobre seu ponto de vista.

fashion4Chanel Verão 2015 levou, literalmente, as ruas para a passarela. Foto: IMAXtree

Com a internet acessível para as massas, variados estilos e perfis que se encontravam nas ruas começaram finalmente a se misturar. Uma pessoa que, antes, pertencia a um único movimento, hoje leva consigo referências de diferentes culturas, gostos e locais.

A moda de rua, que agora chamamos de Street Style, ganhou espaço no universo fashion, adentrou as passarelas, inundou os blogs e afirmou em alto e bom tom que veio para ficar.

Onde a moda encontra a rua, uma revolução acontece.

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

28
ago

Look da Anita – Especial Novos Projetos (NYC)

Oi gente! O look de hoje veio carregado de novidades (quem me segue nas redes sociais em geral, já está acompanhando isso de perto. Sou “anitabemcriada” em todas elas também!). Mas para quem ainda não viu, eu conto. Escolhi concretizar alguns dos meus mais  projetos nesta que é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo: New York City!

Com um projeto que envolve pesquisa, estudos, especialização, entretenimento e autoconhecimento, desembarquei em Nova York na última semana, onde por uma temporada, quero colecionar inspirações, dicas e temas para transformar em conteúdo a ser trabalhado e propagado por aqui, canal do Youtube e redes sociais.

Durante este período vou fazer um curso de inglês, além de cursos de criação de conteúdo e conteúdo online para negócios da moda no FIT (Fashion Institute of Tecnology), famoso por atrair pessoas de todo mundo para estudos e aprimoramentos ligados ao mundo fashion.

Mas não para por aí. A ideia é explorar a cidade como uma verdadeira “nativa”, vivenciando a rotina dos que ali vivem, e com isso apreender toda a riqueza que paira naquela atmosfera tão rica em arte, cultura, design, moda, gastronomia, música, lazer, entre outros.

No mais é explorar um roteiro quase que obrigatório para quem deseja mergulhar neste universo: museus, galerias de arte, lojas, mercados, brechós, lojas de grifes e de departamento, outlets, escolas de moda, arte e design, restaurantes, além de muita sensibilidade e um olhar atento para com o comportamento das pessoas, nativas ou não.

Vamos embarcar nessa comigo?

Fotografia: Roberto Benatti
IMG-20160823-WA0010 IMG-20160823-WA0012 IMG-20160823-WA0013 IMG-20160823-WA0014 IMG-20160823-WA0016 IMG-20160823-WA0017Camiseta: Madri Camisetas; Calça jeans destroyed: Mariah Moda Estilo; sandália: Equipage; joias: Patrícia Dias.