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Fresca? Não! Bem criada.

Tag: Teoria da Viagem

09
jan

Maui, no Havaí: 10 motivos para conhecer

Maui, conhecida como a Ilha do Vale e também a Ilha do Amor, é a segunda maior do Estado do Havaí. Os locais dizem por lá: Maui “No Ka Oi” (Maui é a melhor)! Eu, honestamente, até hoje ainda não sei qual é a minha preferida. Só sei que Maui encanta e não dá vontade de voltar de lá. Se você pensa em viajar para o Havaí, vou te dar 10 motivos para conhecer Maui! Eis a lista!

1 – Curtir Napili Bay Beach

Chegamos em Maui no finalzinho da tarde. Como em todas as ilhas, pegamos nosso carro alugado no aeroporto e partimos para o hotel onde ficamos hospedados nos primeiros dias.

The Mauian, localizado no oeste da ilha (West Maui), foi um grande achado! Um dos pontos fortes é justamente a localização,  que nos surpreendeu. Além disso, o hotel é novinho, pequeno, intimista, e tão low profile que chega a ser silencioso. O paraíso existe e fica ali. Sem contar que, diferentemente da maioria dos melhores hotéis do Havaí, o The Mauian não cobra estacionamento e nem taxa de resort.

Mesmo que você opte por se hospedar em outra praia vale muito a pena dar um chegadinha em Napili Bay Beach. Essa região tem vários condomínios, hoteis, comércios e restaurantes. Dá vontade de passar no mínimo uma semana. E nada é lotado. Apesar dessa estrutura boa, é um lugar perfeito para relaxar, descansar e curtir a praia. Fica bem pertinho de Kapalua.

2 – Tomar um drink no Merriman’s

Em Kapalua, a pedida é curtir a noite no Merriman’s, restaurante localizado à beira-mar com uma vista linda.  Especializado em cozinha regional havaiana e comandado  pelo Chef Peter Merriman, pioneiro no conceito “Farm to Table” (da fazenda para a mesa), serve apenas os produtos mais frescos, pelo menos 90% cultivados ou capturados localmente, usando métodos sustentáveis.

A dica aqui é experimentar o Ahi Poke Bowl (atum fresquíssimo e delicioso!) e pedir indicações de drinks para o barman. Além da boa gastronomia e dos drinks inusitados, ainda tem música ao vivo com um ótimo repertório. Super badalado, é recomendável fazer reserva. Para isso e outras informações sobre o Merriman’s, você pode clicar aqui.

3 – Ver o sol nascer na cratera do vulcão Haleakala

Separe um dia para conhecer uma das atrações mais populares de Maui, o Haleakala National Park. Esse é um passeio para quem não tem preguiça, pois é indispensável acordar por volta das 2 da manhã, a depender de onde esteja hospedado, para ter tempo suficiente de subir até a cratera do Haleakala e chegar antes do nascer do sol.

Haleakala é um vulcão dormente, lugar considerado sagrado pelos havaianos, e significa a Casa do Sol. A área ao redor do vulcão foi transformada em Parque Nacional e lá no topo há observatórios astronômicos. Pelo nome do vulcão já se nota que o mais legal do passeio é ver o nascer do sol.

A média para subir de carro até o estacionamento é de uma hora, já que se trata da mais alta montanha de Maui, com 3.055 metros de altitude. Por isso, não tem jeito, você precisa sair cedo.

Além de acordar cedo, é indicado levar casaco para encarar o frio. Faz muito frio lá em cima. Não é qualquer casaquinho que dará conta. Aliás, esqueça que você está no ensolarado Havaí, pois do contrário vai congelar lá no alto.

Há quem sugira subir o Haleakala de madrugada em van, e descer de bicicleta. Quando fomos, começou a chover na volta e estava muito frio. Sinceramente, recomendo ir de carro mesmo, salvo se você gostar muito de pedal. O tour de bike começa fora do Parque Nacional.

Desde fevereiro desse ano, é preciso reservar com antecedência a entrada no parque para ver o nascer do sol. Se você quiser apreciar a flora e fauna locais, uma dica é fazer as trilhas pelo parque ou até mesmo contratar um guia para isso. Para os mais aventureiros, é possível explorar a base do vulcão, inclusive acampar, em Kipahulu. Outras informações sobre o acesso para o parque, você pode ver aqui.

4 – Mergulhar em Molokini e Turtle Town

Um passeio em Maui que não pode ficar fora do seu roteiro é o que te leva de barco para Molokini e Turtle Town. Para aproveitar bastante, é recomendável começar o dia bem cedo, quando a visibilidade é melhor para mergulhar.

Próximo à costa de Maui,  Molokini é uma cratera de vulcão que está quase completamente submerso. Santuário marinho, esse é considerado um dos melhores lugares para mergulhar no Havaí, já que, entre outros fatores, sua forma côncava protege os mergulhadores das ondas e das fortes correntes.

No mesmo passeio, a depender das condições climáticas, você pode mergulhar em Turtle Town. Localizado em Wailea, essa parte do mar atrai muitas tartarugas por conta da sua formação geológica composta de lava subaquática.

Esse passeio é perfeito para quem gosta de mergulho. Os tours saem de manhãzinha de Kihei, de Makena ou do píer de Ma’alaea. Nós contratamos o passeio com a Pride of Maui e recomendamos! O passeio completo tem a duração de 5 horas, a tripulação é atenciosa, e ainda rola café da manhã e, depois, almoço no barco, com direito a churrasco e sanduba. Para fazer sua reserva, clique aqui.

Uma dica importante! Depois de mergulhar, é recomendável aguardar um dia antes de subir até a cratera do Haleakala ou de pegar um voo devido a mudanças de altitude.

5 – Dirigir por um campo de lava no sul da ilha

Guarde um dia para descer de carro desde a praia de Makena até chegar em La Perouse Bay, passando por Ahihi Kina’u. Até Makena a estrada é boa, depois começa a ficar um pouquinho pior. No entanto, não é preciso ter um carro 4×4 para chegar na baía de La Perouse.

Ahihi Kina’u é uma área de reserva natural única no Havaí, pois protege o ambiente terrestre e o marinho. Algumas áreas são, inclusive, fechadas para o público. É a partir daí que você vai dar de cara com um campo enorme formado pela última erupção do vulcão Haleakala, em 1790.

La Perouse Bay, tem esse nome em homenagem ao primeiro europeu que chegou em Maui no ano de 1786, o explorador francês Jean Francis Gallup Comte de La Pérouse. Em 1790, quando ele retornou encontrou a comunidade que ele visitou abandonada e coberta com lava vulcânica.

6 – Praticar esportes aquáticos em Hookipa Beach

Uma praia adorada por quem curte surf, wind e kite, Hookipa Beach é especialmente procurada pelos locais durante o inverno, quando as ondas são bem fortes.

Mas, ainda que você não esteja a fim de encarar as ondas, vale a pena dar uma chegadinha até lá para ver as tartarugas fofas que descansam, sob proteção ambiental voluntária, no lado direito da praia.

7 – Conhecer Paia, a região mais roots de Maui

Os mais alternativos gostarão de conhecer Pa’ia, uma área bem roots, com galerias de arte, lojinhas de souvenirs, equipamentos de surf, e roupas produzidas localmente. Vou confessar que essa não é muita a nossa cara, então demos uma voltinha bem rápida de carro mesmo por lá.

Afinal, o tempo é tão corrido que não tem jeito, é preciso ter prioridades! Mas essa é uma região que vários blogs e revistas especializadas indicam conhecer. No entanto, recomendam não deixar mala dentro do carro. Meio desanimador, né?

8 – Jantar no Four Seasons

De vez em quando, a gente pode se dar ao luxo de jantar no Four Seasons! Localizado em Wailea, o Four Seasons conta com três restaurantes: Spago, Ferraro’s e Duo Steak and Seafood. Optamos pelo último somente pela diversidade do cardápio.

Essa é uma ótima oportunidade para aquele jantarzinho romântico e uma boa desculpa para conhecer o interior do hotel, que é um luxo só, diga-se de passagem.

Fui de atum fresquinho e o marido de Rib-eye. Ambos impecáveis!

De sobremesa, ganhamos essa deliciosa mousse de chocolate!

9 – Hospedar-se no Andaz Maui

Ao sul de Maui, você não pode deixar de conhecer Wailea, um dos lugares que mais amei e onde ficamos hospedados nos últimos dias. O hotel escolhido foi o fabuloso Andaz Maui. Dentre os hotéis maiores e mais famosos, a exemplo do Grand Wailea, esse é um pouquinho menos com cara de resortão, pois são “apenas” 290 quartos e 10 vilas privativas.

10 – Aproveitar o dia em Wailea, a região mais exclusiva de Maui

Independentemente do local escolhido para hospedagem, passar um dia em Wailea não pode ficar fora dos seus planos. Atividade tem de sobra. Você pode curtir a praia, aproveitar para descansar, nadar, ou fazer snorkel.

O sunset também é imperdível!

Aproveite, ainda, para dar uma voltinha no The Shops at Wailea, um centro comercial ao ar livre charmosérrimo, onde estão bons restaurantes e grifes poderosas, tais como, Prada, Gucci, Tiffany, Bottega Veneta, e Louis Vuitton.

Maui é um destino espetacular! Inclua-o na sua listinha de lugares a serem conhecidos!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

28
jun

Bate-volta de Capri a Roma

A ilha de Capri é um destino super desejado pelos turistas que procuram
badalação. Parece estar sempre em festa. Mas essa charmosa ilha italiana também pode ser visitada
em apenas um dia. Ou seja, ainda que você esteja hospedado em Roma, por exemplo, é possível dar
uma chegadinha na ilha. A viagem bate-volta de Roma a Capri é factível, mas saiba que você terá
poucas horas para aproveitar tudo que ela oferece!

Para chegar na ilha, o primeiro passo é pegar o trem de Roma para Nápoles. Não é
possível ir direto a partir de Roma, salvo se você tiver bala na agulha para chegar de helicóptero.
Conforme minha pesquisa hoje, o primeiro trem mais rápido que sai da estação Termini, com
destino à estação central de Nápoles, parte às 7:00. O tempo do trajeto é de uma hora e dez minutos.
A tarifa encontrada foi de 39,90 euros, mas varia conforme o dia, a duração da viagem (trens mais
rápidos são mais caros), a classe (primeira ou segunda classe), e a possibilidade de alterar a data de
viagem. Você pode conferir todas as informações, como bilhetes e horários, no site da Trenitalia.

Ao chegarmos na estação de Nápoles, fomos direto para saída, onde há um ponto
de táxi, e seguimos para o porto. Esse trajeto não leva mais do que quinze minutos, se o trânsito
estiver fluindo. Uma dica: atrás do assento do motorista há uma tabela com o valor da corrida para o
porto. Se você fala italiano é possível argumentar em casos de divergência entre o valor da tabela e
o cobrado. Caso contrário, fica complicado, né? Isso aconteceu com a gente. Ninguém falava
italiano, o motorista do táxi cobrou a mais, tentamos conversar em inglês, mas ele ignorou. Para
evitar confusão, cedemos e pagamos um valor maior do que o da tabela.

O transporte marítimo de Nápoles para Capri sai de dois portos. De Molo
Beverello saem os aliscafi (lanchas de alta velocidade que fazem o percurso em 50 minutos),
enquanto que de Calata Porta di Massa partem os barcos rápidos e balsas (mais lentos e econômicos
do que os aliscafi e podem levar 60 minutos, ao passo que os mais lentos, levam 90 minutos).

Os bilhetes podem ser comprados no momento do embarque. Horários e preços
mudam, por isso o ideal é conferir um dia antes de partir, sobretudo em caso de mal tempo, pois
quando o mar está muito agitado os aliscafi são cancelados e partem apenas balsas e barcos rápidos.

O desembarque em Capri é na Marina Grande. De lá saem passeios de barco para
a Gruta Azul e outros de volta à ilha.Nós optamos por pegar o funicular para chegar na parte alta da ilha, no centro da
cidade, onde fica a praça principal La Piazzeta, repleta de restaurantes, cafés e bares. Depois de dar
uma voltinha na praça, é legal passear pela Via Camerelle, uma ruazinha super charmosa repleta de
lojas luxuosas.Um dos lugares inesquecíveis de Capri é o mirante onde estão os Jardins de Augusto. De lá, você poderá admirar as famosas curvas sinuosas e sobrepostas da Via Krupp! A história sobre a construção dela é bem interessante! No início do século XX, o alemão Friedrich Alfred Krupp tinha como costume passar as férias em Capri. Krupp costumava atracar o seu iate em Marina Piccola, mas achava cansativo chegar até a sua suite no Grand Hotel Quisisana. Para resolver o problema, ele solicitou ao engenheiro Emilio Mayer a construção de uma rua de Marina Piccola até a área da Certosa di San Giacomo e dos Jardins de Augusto. Foi assim que o engenheiro fez um corte nas rochas e criou a Via Krupp, com suas curvas sobrepostas.Dos Jardins de Augusto, você também verá os famosos Faraglioni, cartão-postal  da ilha. O visual é de tirar o fôlego!!!Se você quiser fazer a viagem de bate-volta para Capri a partir de Roma, é  imprescindível chegar bem cedinho para conseguir aproveitar bem. Para economizar tempo, também é importante chegar na ilha com uma programação básica em mente, já sabendo o que você pretende ver e fazer. Para mais detalhes sobre os passeios recomendados e outras informações, dá uma olhadinha no site sobre a ilha de Capri.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

28
jun

Bate-volta de Capri a Roma

A ilha de Capri é um destino super desejado pelos turistas que procuram badalação. Parece estar sempre em festa. Mas essa charmosa ilha italiana também pode ser visitada em apenas um dia. Ou seja, ainda que você esteja hospedado em Roma, por exemplo, é possível dar uma chegadinha na ilha. A viagem bate-volta de Roma a Capri é factível, mas saiba que você terá poucas horas para aproveitar tudo que ela oferece!

Para chegar na ilha, o primeiro passo é pegar o trem de Roma para Nápoles. Não é
possível ir direto a partir de Roma, salvo se você tiver bala na agulha para chegar de helicóptero.
Conforme minha pesquisa hoje, o primeiro trem mais rápido que sai da estação Termini, com
destino à estação central de Nápoles, parte às 7:00. O tempo do trajeto é de uma hora e dez minutos.
A tarifa encontrada foi de 39,90 euros, mas varia conforme o dia, a duração da viagem (trens mais
rápidos são mais caros), a classe (primeira ou segunda classe), e a possibilidade de alterar a data de
viagem. Você pode conferir todas as informações, como bilhetes e horários, no site da Trenitalia.

Ao chegarmos na estação de Nápoles, fomos direto para saída, onde há um ponto de táxi, e seguimos para o porto. Esse trajeto não leva mais do que quinze minutos, se o trânsito estiver fluindo. Uma dica: atrás do assento do motorista há uma tabela com o valor da corrida para o porto. Se você fala italiano é possível argumentar em casos de divergência entre o valor da tabela e o cobrado. Caso contrário, fica complicado, né? Isso aconteceu com a gente. Ninguém falava italiano, o motorista do táxi cobrou a mais, tentamos conversar em inglês, mas ele ignorou. Para evitar confusão, cedemos e pagamos um valor maior do que o da tabela.

O transporte marítimo de Nápoles para Capri sai de dois portos. De Molo Beverello saem os aliscafi (lanchas de alta velocidade que fazem o percurso em 50 minutos), enquanto que de Calata Porta di Massa partem os barcos rápidos e balsas (mais lentos e econômicos do que os aliscafi e podem levar 60 minutos, ao passo que os mais lentos, levam 90 minutos).

Os bilhetes podem ser comprados no momento do embarque. Horários e preços mudam, por isso o ideal é conferir um dia antes de partir, sobretudo em caso de mal tempo, pois quando o mar está muito agitado os aliscafi são cancelados e partem apenas balsas e barcos rápidos.

O desembarque em Capri é na Marina Grande. De lá saem passeios de barco para
a Gruta Azul e outros de volta à ilha.Nós optamos por pegar o funicular para chegar na parte alta da ilha, no centro da cidade, onde fica a praça principal La Piazzeta, repleta de restaurantes, cafés e bares. Depois de dar uma voltinha na praça, é legal passear pela Via Camerelle, uma ruazinha super charmosa repleta de lojas luxuosas.

Um dos lugares inesquecíveis de Capri é o mirante onde estão os Jardins de Augusto. De lá, você poderá admirar as famosas curvas sinuosas e sobrepostas da Via Krupp! A história sobre a construção dela é bem interessante! No início do século XX, o alemão Friedrich Alfred Krupp tinha como costume passar as férias em Capri. Krupp costumava atracar o seu iate em Marina Piccola, mas achava cansativo chegar até a sua suite no Grand Hotel Quisisana. Para resolver o problema, ele solicitou ao engenheiro Emilio Mayer a construção de uma rua de Marina Piccola até a área da Certosa di San Giacomo e dos Jardins de Augusto. Foi assim que o engenheiro fez um corte nas rochas e criou a Via Krupp, com suas curvas sobrepostas.Dos Jardins de Augusto, você também verá os famosos Faraglioni, cartão-postal  da ilha. O visual é de tirar o fôlego!!!

Se você quiser fazer a viagem de bate-volta para Capri a partir de Roma, é  imprescindível chegar bem cedinho para conseguir aproveitar bem. Para economizar tempo, também é importante chegar na ilha com uma programação básica em mente, já sabendo o que você pretende ver e fazer. Para mais detalhes sobre os passeios recomendados e outras informações, dá uma olhadinha no site sobre a ilha de Capri.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

14
jun

Onde comprar seu vestido de noiva em NY

Quando o assunto é viajar para fazer compras, o primeiro país que vem à nossa mente é Estados Unidos! Acertei?! E a cidade, qual seria? Há grandes chances de ficarmos em dúvida entre Miami e Nova York, certo? Isso é bastante comum quando pensamos em roupas, cosméticos e eletrônicos. Maaaas…e se o objetivo for viajar para comprar “O” vestido de noiva? Será que vale a pena?

Pensando sobre isso decidi compartilhar um pouquinho da minha experiência em procurar e comprar vestido de noiva em NY. Foi fácil? De jeito algum! Mas acredito que em nenhum lugar do mundo seja, salvo para algumas poucas afortunadas. Tenho uma amiga que alugou o primeiro vestido de noiva que experimentou! Sortuda ela, né? No entanto, para a maioria das noivas não será tão simples assim escolher o vestido! Aliás, reza a lenda que não é a noiva que escolhe o vestido, mas o vestido que escolhe a noiva!! E não é que foi assim comigo? Então, meu objetivo com esse relato é contribuir para que a sua decisão seja tomada de forma consciente.

Antes, porém, preciso ressaltar que a minha viagem para NY nunca esteve focada na compra do vestido de noiva. Ela já estava marcada muito tempo antes de eu sonhar que iria casar! Daí, ciente de que os preços aqui no Brasil são altíssimos, inclusive para quem pretende somente alugar, pensei em dar uma olhadinha nas lojas nova-iorquinas, sem compromisso, e acabei sendo escolhida pelo meu vestido!

Também é importante dizer que eu não tinha a mínima ideia do que gostaria de usar nesse dia tão especial. Tinha apenas uma leve noção do que eu não queria, mais pelo estilo que escolhemos para nossa festa do que pelo vestido em si. Cheguei a cogitar em nem usar vestido de noiva! Pensei que, de repente, um vestido maravilhoso de alta-costura cairia muito bem. Só que caí na real quando percebi que um Versace super simples pode custar o dobro de um vestido de noiva perfeito!

Confesso que essa minha falta de conhecimento sobre o que eu gostaria dificultou um pouquinho. Talvez se eu tivesse olhado fotos de vestidos e visitado algumas lojas especializadas aqui mesmo em Brasília, cidade onde moro, teria facilitado tanto na busca quanto na decisão.

Outro fator que merece ser levado em consideração na hora de comprar seu vestido no exterior é a língua. Falar inglês fluentemente ajuda muuuuito. Meu inglês não é o melhor do mundo, mas me viro muito bem. E mesmo assim tive uma certa dificuldade. Isso porque, ao contrário da nossa guru  da moda (Anita Bem Criada, claro!) não entendo nada de tecido, modelo de vestido, nome de decote. Não sei nem em português, quem dirá em inglês! Não tinha a mínima ideia, por exemplo, de que renda, em inglês, é lace. Portanto, é fundamental estar familiarizada com todos os termos desse universo relacionado ao casamento, inclusive em inglês.

Dica importante! As vendedoras são alucinadas por fotos. Elas querem ver o que você gosta.  E até faz sentido isso porque muitas vezes não conseguimos traduzir o que gostamos com palavras, somente imagens. Então, veja muitas fotos e “printe” as que você quiser mostrar como referência.

Por fim, e talvez o toque principal, JAMAIS caia na roubada de comprar algo porque está sendo pressionada. As vendedoras americanas são bastante insistentes e chegam até mesmo a fazer cara feia quando você diz que não gostou de determinado vestido ou que vai pensar e voltar no dia seguinte. Elas simplesmente odeiam isso e não fazem cerimônia em disfarçar. Não tenha receio de dizer educadamente “thank you” e “bye bye”.

Visto isso, vamos às impressões sobre as lojas por onde andei!

 

Kleinfeld Bridals

Apesar de ter ouvido falar que era preciso agendar com meses de antecedência, consegui horário para o dia seguinte (e tinham diversos outros disponíveis). A loja estava, de fato, mais movimentada do que todas as outras em que estivemos. O atendimento foi bom, mas está limitado a duas horas. Pode parecer muito, mas passa voando. Quando a vendedora conseguiu entender o meu estilo, era tarde demais. Dentre os vários vestidos que ela mostrou e os cinco que provei, só gostei do último.

A Kleinfeld ganhou fama mundial com o programa Say Yes to the Dress do canal TLC. No site, é possível dar uma conferida nos vestidos, bem como escolher por estilistas e orçamento. Mas não se assuste. Apesar de constar que os preços começam a partir de 2 mil dólares, é possível encontrar abaixo desse valor. Com uma das maiores coleções de vestidos de noiva em NY, vale a visita.

Endereço:

110 W 20th St

New York, NY 10011

http://www.kleinfeldbridal.com/index.cfm?

 

Bergdorf Goodman

Localizada em Upper East Side, essa loja de departamento chiquérrima conta com um salão exclusivo para noivas. Vale agendar visita se você tiver um orçamento considerável ou se você não se importa em provar e não poder levar. Além disso, depois de escolher, é preciso encomendar o vestido e esperar de 4 a 6 meses para que chegue na loja.

Endereço:

754 Fifth Ave

New York, NY 10022

http://www.bergdorfgoodman.com

 

Saks Fifth Avenue

A Saks já é bem conhecida pelo público brasileiro. No entanto, poucos sabem que existe um salão totalmente dedicado a noivas no nono andar. O atendimento é exclusivamente com horário marcado.

Endereço:

611 Fifth Ave

New York, NY 10022

http://www.saksfifthavenue.com

 

Pronovias

Com sede em Barcelona, a queridinha de muitas noivas tem uma loja em Nova York simplesmente deslumbrante! Com nada mais nada menos do que 7 andares, a chance de você encontrar o vestido perfeito é alta. Para facilitar, fique sabendo que tem uma vendedora brasileiríssima e super simpática. Se for por lá, chame a Heloise.

Endereço:

14 E 52nd St

New York, NY 10022

https://www.pronovias.com

 

RK Bridal

Com uma seleção enorme de vestidos de noivas, a loja funciona desde 1953. Também vende vestidos de festa e acessórios diversos. Segundo a vendedora que nos recebeu, os preços dos vestidos de noiva custam a partir de 800 dólares.

Endereço:

619 W 54th St

New York, NY 10019

http://www.rkbridal.com

 

David’s Bridal

A dez minutinhos a pé da Kleinfeld, a David’s Bridal é uma loja mais simples, com preços de vestidos de noiva bem mais acessíveis. Ideal para quem quer economizar. Ponto negativo: o atendimento.

Endereço:

751 Avenue of the Americas

New York, NY 10010

http://www.davidsbridal.com

 

Lovely Bride

 A entrada é um pouco escondidinha e os arredores da não são tão bonitos assim. Apareci na loja sem horário marcado, por isso não consegui ser atendida. Aproveitei para dar uma olhadinha rápida nos vestidos que estavam expostos. Sei que foi uma olhada bem superficial, mas como não vi nada que enchesse meus olhos acabei decidindo não retornar. De qualquer modo, se você tiver tempo e disposição, não custa conferir. Além de Nova York, a loja está presente em mais onze cidades americanas.

 

Endereço:

182 Duane St

New York, NY, 10013

http://lovelybride.com

 

Wedding Atelier

Comprei meu vestido aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo na Wedding Atelier! A loja está localizada em uma região super badalada, chamada NOMAD (Norte do Madison Park). Era nosso último dia em NY. Estávamos tomando um café no Eataly, quando a descobrimos no Google Maps. Decidimos ir, mesmo sem horário agendado, faltando menos de uma hora para a loja fechar.

Para nossa sorte, a vendedora tinha acabado de finalizar um atendimento. Perguntou o que eu gosta va, em quais lojas tinha ido, quanto era o orçamento. Pediu para ver as fotos. Levou alguns vestidos para o provador. E não é que dentre eles estava o meu?! Para comemorar, fechamos o fim de tarde logo ali, no badalado 230 Fifth Rooftop Bar.

Endereço:

72 Madison Ave.

New York, NY 10016

http://weddingatelier.com

Mas a maratona não termina por aí! Agora, de volta à terrinha, é preciso correr para encontrar uma boa costureira! Aliás, vale ressaltar que é praticamente impossível encontrar o vestido ideal com a sua numeração.

Tanto os vestidos que estão nas araras para provar e depois encomendar quanto os de pronta-entrega são maiores, justamente para vestir o maior número possível de pessoas. Então, se você pensa em comprar seu vestido no exterior, lembre-se que ainda vai gastar com os ajustes.

Por fim, resta lembrar que o vestido entra na cota de U$$ 500,00. Se ultrapassar esse valor, é preciso declarar e pagar o imposto devido. Caso você tente passar pela alfândega sem declarar, pagará, além do imposto, a multa.

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.

23
abr

Explore Parts Unknown

A CNN em parceria com o jornal Roads & Kingdoms lançou no início desse mês uma novíssima plataforma digital inspirada no premiado programa apresentado por Anthony Bourdain, Parts Unknown.

Para quem não sabe, Anthony Bourdain é famoso por seu conhecimento relacionado ao mundo da culinária, especialmente quando o assunto diz respeito a pratos exóticos elaborados pela cozinha tradicional local em destinos incomuns. Sua busca incessante pela diferença cultural igualmente permite que ele seja conhecido pela enorme experiência relacionada ao turismo. Além de chef de cozinha, é escritor e apresentador de programas de TV.

Apresentado por Bourdain, o programa Parts Unknown agora ganhou uma extensão digital, o site Explore Parts Unknown. A missão da plataforma é se tornar um guia digital de viagens recheado com histórias originais, vídeos e fotografias, capazes de recriar as experiências turísticas e gastronômicas vividas pelo astro de TV.

Nascido a partir da paixão de Bourdain por viagem, cultura, e, claro, gastronomia, o site foi lançado com a série Catalunya: The Return, que fala sobre a road trip de Bourdain pela Espanha.Crédito: Explore Parts Unknown; White House

Explore Parts Unknown promete incluir muitos recursos digitais, como vídeos exclusivos, e conteúdos interativos, tais como:

  • as anotações de Bourdain sobre suas experiências durante as viagens,
  • The Perfect Day (O Dia Perfeito): coluna do site com dicas sobre o que fazer em 12 horas em um determinado destino,
  • Hotel Bar Diaries: dicas de hotéis ao redor do mundo,
  • apresentação de receitas acompanhadas de artigos que contam as origens e a importância dos pratos,
  • informações que permitirão ao leitor “viajar como Bourdain”, com dicas de viagem e recomendações de restaurantes.

O site já lançou destinos como Manila e Istambul e falará sobre muitos outros, tais como, Hanói, Roma, Las Vegas, Koreatown, Buenos Aires, Londres, Punjab, Montana, Ilhas Gregas, Senegal, Madagascar, Istambul, Nova Jersey, Colômbia e Coreia do Sul.

Dentre os destinos brasileiros, estão previstos os estados da Bahia e de Minas Gerais (o que será que vem por aí? Estou curiosa!). Novas cidades serão lançadas semanalmente com conteúdo original. Não dá para perder!

Quem curte viagens, histórias incríveis, experiências únicas, e gastronomia criativa, agora tem um site que promete ser bem informativo para acompanhar de pertinho! Para acessar o site, clique aqui!

Bianca Cobucci é Defensora Pública, Mestre em Políticas Públicas e coordenadora do Projeto Falando Direito; Autora do blog Teoria da Viagem. Escreve sobre os direitos do consumidor relacionados à viagem e turismo, bem como sobre os países e lugares que já que visitou.