Fresca? Não! Bem criada.

Tag: Arte

04
ago

Hotel nas Highlands – Culloden House

Sem sombra de dúvidas, iniciar uma temporada na Escócia viajando pelas Highlands, é um ótimo jeito de mergulhar fundo na cultura gaélica e sentir de perto como era viver entre essas paisagens incríveis há alguns séculos atrás.

Nosso primeiro destino nessa jornada foi a cidade de Inverness, a capital das famosas terras altas! De Edimburgo até lá normalmente leva cerca de três horas e meia, mas no nosso caso o trajeto foi mais longo, já que fizemos algumas paradas para conhecer determinados lugares e apreciar a vista.

Em Inverness ficamos hospedados no hotel Culloden House, um castelo do século XVIII que fica um pouco mais afastado da cidade. A opção de não ficar próximo ao centro veio da ideia de vivenciarmos uma experiência diferente, já que em outras viagens sempre optamos pelo murmurinho central!

Como eu disse anteriormente, o Culloden House teve sua origem no final do século XVIII, quando Inverness, atraía diversas famílias da região por conta de seus bailes, assembleias e atividades que só uma capital oferecia na época. Então um anel de mansões surgiu ao redor da pequena metrópole, porém a única que ainda resiste até os dias atuais é a construção onde o hotel está localizado, em um campo aberto e lindíssimo, diga-se de passagem!

A recepção que tivemos ao chegar no hotel foi simplesmente emocionante! A beleza da paisagem e da construção me tomaram por completo e ao som da típica gaita de foles, eu derramei algumas (bastante) lágrimas! A sensação de estar realizando um sonho, de me deparar com cenas dignas de filmes e de parecer estar vivendo em outro século, deixa difícil a missão de não se comover a cada lugar que conhecemos!

A decoração do castelo deixa bem claro que estamos na Escócia! Em cada detalhe é possível enxergar uma estampa xadrez bem típica, seja na roupa de cama ou na mesa de jantar! O nosso quarto era extremamente aconchegante, com uma vista tranquila para o jardim, tudo limpo e perfeitamente pensado!O café da manhã é um caso à parte. Para mim, café da manhã é a hora mais alegre do dia. Em experiências como estas então, nem se fale! E foi algo próximo de “outro mundo”. Tudo no menu era disponível para pedidos: dos chás, aos mais elaborados ovos mexidos com salmão fresco, algo bem típico da região. Realmente um DESLUMBRE!

Isto sem contar a vista para o campo! Meu Deus..  Um sossego, uma paz, uma beleza.. infindáveis!O jantar foi outra experiência memorável. Pesquisamos e chegamos à conclusão de que não poderíamos perder a oportunidade de jantar pelo menos uma noite no hotel. Por ser um hotel antigo e tradicional, nos deparamos com algumas exigências tais como, no jantar inicial, pontualidade e traje social, mas nada que já não estivéssemos preparados! Pedimos entrada, prato principal e sobremesa. Para os dois! Tudo minuciosamente preparado e elaborado. Além disso, água, água com gás e vinho. Valeu caloria por caloria!A noite, assim como a estadia de forma geral foi realmente memorável!

Há também o chá da tarde, que acontece, se não me engano de 12 às 17hs. Uma pena não termos tido tempo para ficar e contemplar um pouco mais do hotel. Afinal, a beleza fora dali também é avassaladora. A experiência de se hospedar em um castelo de verdade foi mágica do início ao fim e marcou definitivamente o começo dessa longa e deliciosa aventura que é a Escócia!

Fiquem de olho que nos próximos dias trarei mais dicas de hospedagem e da viagem como um todo!

02
ago

A roupa e eu – liberdade para vestir

Desde que me entendo por gente, a moda está presente na minha vida. Não porque tenho família ligada a área ou coisa do tipo, mas porque de alguma forma percebi que roupa é sinônimo de voz e identidade.

O meu armário acompanhou de perto as fases mais intensas (muitas delas carregadas de um bom drama teen) e as rebeliões mais fugazes que vivi dentro de mim. E durante esses períodos transitórios foi que aos poucos criei meus gostos, coletei minhas referências e entendi que a moda poderia ir além do hobbie.

E por talvez ter acumulado uma bagagem tão expressiva, vez ou outra sou parada na rua ou questionada por parentes sobre algum tipo de definição para o meu modo de vestir. Os comentários são bem variados mas sempre respondidos com bom humor.

Porém receber tais reações de forma quase que diária, me colocam em uma reflexão sobre a necessidade incessante que temos de buscar essas definições para as outras pessoas e até para nós mesmos. A própria indústria da moda em toda a sua história nos induziu a buscar esses padrões e a nos despertar a vontade de querer se encaixar em algum tipo de forma.

E é aí que comecei a entender que esse papo de pertencer a um rótulo não tem muito a ver com a moda que acredito e que me apaixonei lááá atras. Quando eu penso em roupas, não as enxergo como objetos utilitários, mas sim como uma expressão de mim mesma. As combinações que faço, os truques de styling, as frases nas camisetas e os mais diversos detalhes, todos falam um pouco sobre quem eu sou.

Mas acho importante esclarecer que nada que me veste é permanente. Os gostos mudam, as fases se vão, as roupas ganham outras leituras e as mensagens também! A graça da moda está na sua fluidez! O sentido que a roupa faz fica claro quando olho as fotos do passado (por isso a importância de fotografar os looks do dia) e percebo minha constante evolução.

Abrir o armário todos os dias e me vestir sem o compromisso de ter que ser quem fui ontem e sem saber quem serei amanhã é desafiante sim, mas também é sinônimo de liberdade. A relação que construo com a moda é de parceria! Ela compreende e acompanha, ultrapassando os rótulos da idade, do tamanho, da estética. A moda que acredito não escraviza, nem limita, ela te impulsiona adiante, sempre!

Elisa Santiago é estudante de Design de Moda e uma eterna amante das ruas e das artes. Acredita na roupa como elemento de fala e empoderamento. É quem está por trás do @tens_razão.

21
jul

Hotéis em BH – Ramada Encore ESuites Luxemburgo

Todo mundo aqui sabe da minha paixão por viagens e o quanto valorizo um bom lugar para se hospedar. Cama limpinha, ambiente aconchegante e serviço eficiente fazem toda a diferença para tornar a experiência ainda mais interessante!

Dessa vez, a coisa foi um pouquinho diferente! Fui convidada pela rede de hotéis Ramada, para desfrutar de uma diária no ESuites Luxemburgo aqui em BH mesmo e conto tudinho pra vocês!

O Encore Luxemburgo é um hotel super contemporâneo que fica localizado no bairro Luxemburgo próximo a diversos pontos estratégicos da cidade como a Praça da Liberdade, o Museu Abílio Barreto, o Hospital Madre Teresa e também o shopping Pátio Savassi.

Além da localização de primeira, o hotel proporciona ao hóspede uma vivência focada na temática musical, onde cada andar representa um estilo (fiquei no andar do Baião, onde ficava tocando Luiz Gonzaga e companhia! Uma delícia!) Junto da música, a decoração dá um tchan apresentando várias paredes ilustradas por artistas urbanos de BH!

Dentre os serviços oferecidos pela rede Ramada, o ESuites contém academia, café da manhã aberto ao público e um Roof Top com uma vista privilegiada tanto durante o dia, quanto a noite! Junto com visão para a cidade, o último andar do prédio recebe desde o dia 7 de julho, o projeto Take Off , com dj’s comandando a trilha sonora às quintas-feiras e contribuindo ainda mais com a identidade do local.

Além disso, no mesmo final de semana aproveitamos para realizar um trabalho muito especial, com sessões de fotos produtivas e com resultados super bacanas! Vejam aqui um pouquinho das fotos, todas clicadas pelo Gui Barros.

Passar um final de semana fora de casa e desfrutar dessas delícias que o Hotel ESuites oferece, foi um verdadeiro descanso e o melhor de tudo é que agora posso indicar para os amigos de fora e também para quem  procura um programa diferente dentro da cidade!

Ramada Hotel Encore Luxemburgo

Rua Gentios, 274 – Luxemburgo, Belo Horizonte

Telefone: (31) 3517 1800

Check-in: 14h Check-out: 12h

Possui estacionamento

03
maio

Feira Chica exalta o poder feminino no mês das mães

Dentre os inúmeros acontecimentos que fazem parte da programação cultural de BH, as feiras de design local ganharam força nos últimos tempos. Espaços democráticos que recebem o público de forma descontraída, oferecendo produtos que variam desde moda a gastronomia, são o novo hit da cidade.

Os propósitos que cercam esses eventos variam desde troca de peças de roupas usadas, a exposição de novas marcas, produtos orgânicos ou novos rótulos de cerveja. O que não falta em nenhuma dessas opções, são alternativas para conhecer gente nova e valorizar a economia local.

Pegando carona nesse embalo, a Feira Chica, que acontece esse domingo 7/05, surgiu da vontade de três amigas de conhecer e trocar experiências com mulheres que empreendem localmente em Belo Horizonte.

Marcelha Pereira e Milene Agnes são as cabeças criativas por trás da Melancia Store, marca de acessórios feitos à mão, e Elisa Santiago é estudante de Moda. Juntas, as amigas reuniram os gostos comuns, os conhecimentos práticos e teóricos e desenvolveram a tão sonhada feira que faz homenagem à Chica da Silva em seu nome.

A ideia do evento é empoderar mulheres diversas que possuem seu próprio negócio criativo. Marcas de roupas, acessórios, decoração e gastronomia estarão presentes com estandes repletos de produtos que movimentam a economia local da cidade.

Dentre as 13 expositoras, estão marcas como Respingos, BabiWood Brand, Grata A Luz, Chá Bless, Floree, Criare, Baby Thing, Arte de Maria, Letícia Naves, Suculentas da Tê e D’areia, além da própria Melancia Store que traz sua nova coleção e o brechó Cafofo, que vende peças garimpadas pela estudante Elisa Santiago (nossa colunista de moda querida!)

A feira acontece no dia 7 de maio, domingo que antecede o dia das mães, no bar Entre Folhas (Rua Major Lopes, 709 – Savassi) de 13h às 19h. A entrada gratuita e se eu fosse você, não perderia!

Melancia Store, Chá Bless, Arte de Maria e Criare são algumas das marcas que participam da primeira edição da Feira Chica.

Mais informações, clique aqui!

12
fev

Deixei minha filha de 10 anos com minha câmera em uma exposição de arte e vejam o que aconteceu.

O post de hoje é mais do que especial e me enche de orgulho!

Combinei um passeio com a minha filha, a Maria Clara, e chegando ao local não deu certo. Para não perder viagem eu a levei à exposição “ComCiência”, de Patricia Piccinini no CCBB.

Acredito que o acesso à cultura e arte é uma das coisas mais preciosas que podemos fazer e proporcionar para nossos filhos. Como um fotógrafo que se preza, eu não vou a um passeio nenhum, muito menos com minha filha, sem uma de minhas câmeras, ainda mais depois de migrar para o sistema “mirrorless” onde além se ter um equipamento mais leve, prático e discreto, ele pode estar sempre comigo.

Enquanto estávamos na fila pedi para que ela segurasse a câmera por uns instantes para que eu pudesse pegar os documentos e, quando voltei o olhar, lá estava ela já com o olhão no visor, todo aquele entusiasmo e vontade de explorar um mundo novo que toda criança de 10 anos tem.

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“A Magia acontecendo”

À beira de entrar na exposição notei que isso seria muito interessante, interativo e já que estamos nos conectando de novo seria uma boa ideia. Mas não dava tempo nem de introduzir a ela o conceito da fotografia e eu nem queria que ela utilizasse a câmera em Modo Automático (sim aquele verdinho) pois eu queria ver até onde a capacidade criativa dela poderia chegar com uma câmera nas mãos.

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“Deixe sua câmera em Modo Automático (o verdinho da rodinha) e abra mão das escolhas que toda a criatividade da fotografia pode lhe proporcionar.”

Como já disse aqui, gosto de sair com lentes 50mm, pois é a distância focal que se mais se assemelha ao o olhar humano. A que estava com ela 50mm f/0,95 toda manual, inclusive o foco, o que torna o desafio mais prazeroso.

Deixei na abertura máxima e a ensinei apenas aqueles dois conceitos que eu considero essenciais na fotografia e que eu já trouxe aqui para vocês no último post: Foco e Exposição.

Não quis ensinar nenhuma outra técnica ou regra. Queria que ela se descobrisse de forma natural, pura e desenvolvesse seu próprio olhar. Quis que ela registrasse com sua intuição genuína e contasse a sua própria história a partir da sua percepção.

Esse ano eu desenvolvi uma oficina e vivência que se chama “O Despertar do Olhar” (clique em outra aba e veja depois) onde eu abordo conceitos em atividades práticas e criativas que visam o desenvolvimento da percepção visual e fotográfica de cada um. Fiquem atentos pois em 2017 eu vou voltar com as turmas!!

E para minha surpresa e de forma totalmente espontânea eu estava ali, com a minha filha em seu “Despertar do Olhar”.

Ao descarregar o cartão e transferir as fotos, além de ficar impressionado com resultado eu cheguei à conclusão de o quão fantástico pode ser quando fotografamos desprovidos de ego, vontade nem necessidade de fazer o melhor registro e nem ser melhor que ninguém, ter o melhor post, mais curtidas e o principal, que não devemos nunca perder essa essência pois é o que nos faz ter uma identidade, e muito menos o lado lúdico do nosso olhar.

Convido vocês a verem o quanto é interessante um passeio por uma exposição de arte pelo olhar de uma criança de 10 anos.

Vale mencionar que eu não fiz nenhum tipo de tratamento, correção, aplicação de filtros ou efeitos. Considero essa parte do processo essencial na fotografia atual mas nesse caso, exportar as fotos do jeito que elas foram registradas e saíram da câmera deixa percepção e sentido dessa sequência muito mais interessante.

Vejam:

 

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Sony alpha A7MII – 50mm f/0.95 Créditos: Maria Clara Fernandes Benatti

Como eu disse, tem sido um recomeço pra gente, mas olhando bem as fotos da Clarinha percebi que o quanto mais eu conheço, descubro e reconheço a essência dela, mais eu conheço, reconheço e descubro sobre mim. :’)

Roberto Benatti é fotógrafo Profissional especializado em fotojornalismo, moda, casamentos e still. Certificado pela Canon College Brasil e Canon Live Learning em San Francisco, com diversos trabalhos publicados em jornais, revistas, capas de revistas, especiais, sites e blogs. Também é Videomaker, Músico e agora colunista. Considera impagável ter a liberdade como estilo de vida e não gostava de viajar até sair do país pela primeira vez.