Minha última viagem foi dividida em duas partes. A primeira foi em Roma, como já contei por aqui e a segunda em Portugal. Nesse segundo momento passamos doze dias estabelecendo base territorial em três pontos diferentes do país: Óbidos, Porto e Lisboa

Chegamos em Portugal por Roma e do aeroporto de Lisboa alugamos um carro pela Europcar (já havíamos fechado tudo antes da viagem) e fomos rumo a Óbidos onde dormimos de um dia pro outro. Ah, uma dica interessante sobre o aluguel de veículo é escolher os modelos que atendem a Via Verde: eles possuem um dispositivo que automaticamente nos libera de parar npedágios, o que poupa bastante tempo!

Grande parte do nosso roteiro foi feito nesse carro alugado, a outra parte restante utilizamos trem e uber que é extremamente barato no país! Para vocês terem noção, chegamos a pagar € 2,50 em distâncias relativamente grandes de Uber.

Decidimos inicialmente dormir em Óbidos pois, embora a cidade seja bem pequena, a atmosfera é incrivelmente envolvente e assim queríamos curtir com mais calma. Chegamos no vilarejo medieval por volta de 15h, deixamos as malas no hotel e fomos explorar a vila! É possível percorrer toda a cidade em duas, três horas, sem pressa, visitando todos seus cantinhos e vielas: fomos ao mercado biológico, à livraria Santiago, ao castelo de Óbidos, rua Direita, entre outros. A noite fomos jantar no castelo, onde até tentamos nos hospedar, mas já não havia mais disponibilidade. Na manhã seguinte andamos mais um pouco pelas ruas, provamos a famosa Ginjinha, uma espécie de licor no copo de chocolate e de lá partimos em direção a Fátima, que fica a 50 minutos dali.

Chegando ao santuário, perambulamos com calma, rezamos, agradecemos e nos emocionamos. De lá comemos rapidamente num Mc Donalds próximo e seguimos para Porto, a duas horas e meia da cidade.Como eu estava um pouco debilitada devido a uma alergia/sinusite/gripe, chegando em Porto apenas jantamos no restaurante do próprio hotel (já falei dele aqui) e fomos dormir cedo, a fim de aproveitar melhor o dia seguinte. E assim foi feito. Na manhã em seguida acordamos, tomamos café e fomos andar pela cidade, conhecer o centro, visitar o porto de São Bento, a catedral da Sé, a Torre dos Clérigos, a Livraria Lello (atenção fãs de Harry Potter – esta livraria inspirou várias cenas da saga!) e toda a parte histórica.

A vantagem da cidade é que conseguimos visitá-la todinha sem usar carro ou qualquer meio de transporte! Todas as distâncias por lá eram bem tranquilas e com o hotel bem centralizado não ficou nada cansativo!

No segundo dia decidimos ir para Braga e Guimarães, cidadezinhas bem próximas a Porto e com distância mínima uma da outra. De forma geral, mesmo tendo amado a visita a Braga (a catedral da Sé  de lá é simplesmente maravilhosa!!) senti que vale a pena dedicar um tempo maior a Guimarães, já que lá é maior e tem mais atrações para ser ver. Mas isto é só a minha opinião, ok? Voltando desse passeio delicioso, infelizmente acabei indo parar no hospital de Gaia em decorrência do meu e estado, mas nesse ponto paro para ressaltar a importância do seguro de viagem! Grande parte das vezes que contratamos esse serviço acabamos não utilizando, o que é ótimo, o ideal, mas em emergências como essa, ter esse acesso facilitou muito meu atendimento e nos poupou tempo!

No dia seguinte, já medicada e me sentindo um pouco melhor, fomos à vinícola Quinta da Pacheca na região do Douro e também ao Mercado do Bom Sucesso, uma espécie de centro gastronômico repleto de deliciosidades típicas de Portugal!

No passeio pela vinícola nos deparamos com um visual encantador e um almoço delicioso. Acabamos nos arrependendo de não termos nos hospedado por lá, mesmo que por uma noite. Então, fica aqui a minha dica de amiga: quem estiver passando pela região do Douro, se hospede e desfrute mais do local! Finalizando a segunda parte dessa jornada por Portugal, no último dia (dos quatro que ficamos em Porto) visitamos a cidade de Aveiro, conhecida como a Veneza portuguesa, por seus canais e gondolas (moliceiros). Por lá também nos encantamos pela áurea artística e também pelas famosas casinhas listradas na Praia da Costa Nova. Ao final do desse dia chegamos a Lisboa e nos surpreendemos positivamente com o apartamento que havíamos reservado. Bem espaçoso, com uma vista incrível e digno de um vídeo exclusivo que já já estará em detalhes aqui e lá no canal!

No nosso primeiro dia pelas redondezas decidimos visitar Cascais, uma cidade litorânea e famosa pela qualidade de vida. Uma curiosidade interessante é que o lugar é tão bom pra se viver, que até o presidente de Portugal se mudou para lá, ao invés de residir em Lisboa.

Pegando informações em um centro de apoio aos turistas próximo a praia da Ribeira, traçamos um pequeno roteiro e acabamos visitando lugares como a Casa de Histórias Paula Rego, uma construção premiada por sua arquitetura, que abriga algumas obras da artista portuguesa, o parque Marechal Carmona e a famosa Boca do Inferno, rodeada de lendas por seu barulho estrondoso. Depois de almoçar andamos um pouco mais pela região e retornamos a Lisboa por voltas das 15:30. Chegando na capital devolvemos o carro na locadora e de lá, fomos direto ao Centro Comercial Colombo, o único lugar efetivamente de compras que estive durante todo o roteiro. Por lá encontramos marcas famosas como Forever 21, Zara e MAC.

Ao fim do dia fomos jantar no famoso restaurante A Salgadeira, onde a especialidade é o bacalhau. Para não correr o risco, agendamos nossa reserva com quinze dias de antecedência, o que valeu a pena tendo em vista que o lugar costuma funcionar com lotação máxima! E foi uma noite simplesmente PERFEITA!

No dia seguinte fomos para Sintra e como já não estávamos mais com o carro, pegamos um trem na estação do Rosio. De lá tomamos aqueles ônibus vermelhos (que em Sintra, são “mini”) que param nos principais pontos turísticos, o que para nós foi ótimo pensando no tempo mais curto que passaríamos ali. Um dos locais mais marcantes que esse transporte percorre é o Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa, porém acabamos não conhecendo por conta do tempo mais curto.

Em